Precisamos de uma Estratégia Nacional e de definir os nossos interesses permanentes e estratégicos.
Precisamos de uma nova Constituição, adaptada ao País que somos e que queremos ser.
Precisamos de ratificar e projectar a extensão da nossa plataforma continental e de rentabilizar esse activo extraordinário que temos.
Precisamos de afirmar o nosso eixo atlântico e lusófono, potenciando a Língua Portuguesa que, como dizia o professor Adriano Moreira, “não é nossa, também é nossa”.
Precisamos de conhecer plenamente todas as leis (regras) que nos regem.
Precisamos de impostos simples, reduzidos, claros, competitivos e estáveis.
Precisamos de uma justiça célere, sem subterfúgios, onde qualquer situação é resolvida em tempo útil e não meses ou anos depois. Porque uma justiça tardia deixa de ser justiça.
Precisamos de um Estado sério e competente, apenas regulador, mas bem pago e cujos agentes (políticos e funcionários) ajam sempre com o dever de cuidar da causa pública. Em que servir a Pátria volte a ser uma honra e um privilégio.
Precisamos também de poder despedir rápida e eficazmente quem é incompetente, quem já não se adapta ou se coaduna, quem rouba ou não serve, quer no sector privado quer no público (é uma vergonha o Estado não poder despedir).
Precisamos de nos rever em Portugal e na história de Portugal sem medos nem tabus pois, por exemplo, nem o Estado Novo foi péssimo, nem o 25 de Abril foi a maravilha que nos impõem.
Precisamos de reconhecer que a iniciativa privada é crucial para o crescimento da economia.
Precisamos de perceber que o empresário não é um “aldrabão”. É peça-chave para o crescimento da economia e para o desenvolvimento do País. É quem investe, arrisca, cria postos de trabalho e ajuda a construir Portugal.
Precisamos de viver com o que temos, sem o recurso sistemático à dívida e ao endividamento, pois a dívida apenas deve servir para situações excepcionais.
Precisamos de impor a meritocracia e valorizar e remunerar devidamente quem trabalha e, acima de tudo, quem trabalha bem e os melhores.
Precisamos de ter um Estado Social forte, digno e eficaz.
Precisamos de perceber e reconhecer que a família é a base da nossa sociedade e que, por isso, temos de a valorizar, proteger e preservar.
Precisamos de cuidar dos nossos bisavós, avós e pais com dignidade, como se fôssemos nós.
Precisamos de querer ser independentes em tudo, com reservas estratégicas alimentares, de água, de energia e de tecnologia.
Precisamos de valorizar a seriedade e o saber, em vez do ter e do dinheiro.
Precisamos mais de deveres do que de direitos e de normalizar o respeito social entre classes sociais, porque todas são importantes.
Precisamos de reforçar e aprofundar as nossas alianças históricas, independentemente do momento, do líder ou de opiniões pessoais.
Precisamos de preparar devidamente a nossa representação como membro do Conselho de Segurança da ONU, de 2027 a 2028.
Precisamos de festejar os 900 anos de história de Portugal com dignidade e ambição, mas sem protagonismos partidários.
Precisamos de garantir a felicidade e a qualidade de vida a todos os portugueses.
Precisamos de reconstruir Portugal, sem medo, com rasgo e com responsabilidade.
Temos a obrigação, em vida, de deixar um País melhor aos próximos do que o que recebemos. Por isso, deixemo-nos de cobardices e tenhamos a capacidade de voltar a fazer o que ultimamente deixou de ser feito.
Precisamos de ter a coragem de reconstruir Portugal.