Relatórios do Itamaraty recomendam que, na corrida pela exploração de terras raras e pela busca de tecnologias, o Brasil deve preferir alianças com a União Europeia e os EUA. As reservas atuais em exploração estão longe, na China e na Rússia, e o Brasil pode ser uma opção para os países ocidentais, com tradição comercial e política com o país. Mas Lula da Silva, influenciado pelo assessor Celso Amorim, muito esquerdista, tem manifestado simpatias por conceder direitos de lavra a grupos chineses.
A reunião do G 7, na França, marcou a distância de Lula do consenso ocidental, além de provocar Trump. Mas, no que se relacionava aos objetivos políticos, colecionou gafes como na conversa com o líder da Coreia do Sul ao falar mal de Trump, de quem o país é aliado e protegido. E, ao reclamar da pauta da reunião em discurso, deixou de atender a Macron, que já havia sinalizado que a reunião deveria marcar uma reaproximação da União Europeia com os EUA, com vistas a uma solução para os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio. Lula não atendeu e fez discurso irónico, que Trump não gostou e não comentou senão dizendo «que o Brasil é difícil na política». Lula ainda disse «que os EUA não podem se meter na eleição brasileira». Mas, em 2024, declarou seu apoio a Kamala Harris.
Com a eleição na Colômbia o Brasil fica isolado no não alinhamento com os EUA de Trump. Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai, Peru e Equador optaram pela centro-direita. O Uruguai é uma esquerda mais de centro.
VARIEDADES
• Lisboa entrou no roteiro do processo do Banco Master com a revelação de que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira, presidente do partido e ex-ministro de Bolsonaro, ficaram por conta do banqueiro no Ritz Four Seasons, em 2024, em suítes Junior que custaram 20 mil dólares por cinco dias. E a viagem foi no avião privado do ex-banqueiro. E mais, tem gravação de telemóvel do deputado pedindo empréstimo de cinco milhões de euros para a cunhada.
• O envolvimento do líder do governo no Senado, Jacques Wagner gerou constrangimento ao Presidente. O senador, que foi governador da Bahia, pediu dinheiro e outras vantagens ao ex-banqueiro.
• Empresas e publicitários brasileiros estão voltados para dois mercados emergentes de consumo em alta. O focado em pessoas com mais de 60 anos, que são mais de 40 milhões de brasileiros e o de produtos, lojas e clínicas pets.
• Mesmo caros, os ingressos para o Rock in Rio, em setembro, esgotaram. O ano ainda vai ter mais espetáculos de alta qualidade no Rio e em São Paulo.
• A alta sociedade do Rio de Janeiro enlutada com a morte, aos 89 anos, do advogado José Nabuco, o mais antigo conselheiro do Country Clube. Zezé, como era conhecido, era um dos irmãos de Vivi Nabuco, muito relacionada em Portugal e neto do estadista abolicionista Joaquim Nabuco.
• O mega empresário Rubens Menin, que controla a CNN BRASIL, Banco INTER, MRV – imobiliário – declarou que «os juros são a faca no pescoço do Brasil». E disse mais que o juro está matando o futuro do país. Menin tem investimentos em Portugal nos vinhos que levam seu nome.
Jornalista