terça-feira, 21 jul. 2026

Casamento de herdeiro do trono brasileiro gera polémica entre monárquicos

Um grupo de desatualizados membros de movimentos monárquicos cria uma polémica sem sentido, exigindo que o jovem Principe D. Rafael procure um casamento dinástico, como foi praxe no Império.

No mesmo momento que a monarquia ganha alguma expressão na sociedade brasileira pela sucessão de escândalos que não cessam na República, um grupo de desatualizados membros de movimentos monárquicos cria uma polémica sem sentido, exigindo que o jovem Príncipe D. Rafael procure um casamento dinástico, como foi praxe no Império. A noiva, Margherita Delle Piane, é da alta aristocracia italiana, facto diferente de rainhas no exercício da função em monarquias europeias, como Espanha, Holanda e Noruega. O casamento obedeceria ao feito no casamento do herdeiro do trono português, D. Duarte, que é Orléans e Bragança, casado com a carismática Duquesa de Bragança, Isabel, da alta aristocracia portuguesa. D. Rafael deu esclarecedora entrevista à revista Point de Vue, que é dirigida aos monárquicos de todo mundo.

D. Rafael é filho do falecido D. António de Orléans e Bragança e da Princesa Christine de Ligne, Orléans e Bragança de casada, que responde pelo título de Princesa Viúva do Brasil por decisão do cunhado e atual chefe da Família Imperial, D. Bertrand. A polémica não tem o menor sentido e só prejudica os esforços do tio para transmitir a causa aos brasileiros.

VARIEDADES

• Lula da Silva deixou de lado sua prudência nas relações com Donald Trump e reagiu no melhor estilo latino-americano de esquerda à inclusão pelos EUA das duas facções criminosas brasileiras – Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital – como organizações terroristas. Esta posição, em tese, permite que os americanos possam agir em outros territórios. Lula, pressionado pela esquerda, disse que não admite que o Brasil seja tratado como republiqueta e que não negocia «soberania». Os EUA já vinham falando nisso, mas a visita do filho de Bolsonaro à Casa Branca colocou o assunto em pauta e, no dia seguinte, o Departamento de Estado recebeu os brasileiros e fez a inclusão na lista. A diplomacia recomendou que o Governo e o Presidente se abstivessem de comentar para não alimentar uma eventual crise entre os dois países. Mas Lula não resistiu.

• As praias da região central de Recife registraram quatro acidentes com tubarões este ano, com óbito de um menino de 13 anos. Dois outros jovens sofreram ataques que levaram à perda das pernas.

• A fábrica da BYD na Bahia prometeu recuperar empregos da antiga fábrica da Ford, adquirida pelos chineses. A polémica agora é a chegada nos últimos meses de quase dois mil chineses para trabalharem na unidade baiana.

• A primeira proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro foi negada, pois continha informações que irritaram os envolvidos na apuração na Polícia Federal e no Supremo Tribunal. Vorcaro declarava que distribuiu milhões em dinheiro e viagens de lazer em aviões privados a políticos e magistrados “por amizade”. Está fazendo nova proposta.

• O jornalista William Waack, da CNN Brasil e do Estadão, declarou que «Bolsonaro nunca teve inteligência estratégica, motivo pelo qual perdeu a eleição e a liberdade. Os filhos são piores», concluiu.

• Joana Gaspar assumiu o consulado geral no Rio e, no dia seguinte, já recebia a comunidade pelo dia de Portugal no Palácio São Clemente.

• Rock in Rio, em setembro, vendeu todos os bilhetes nos dois primeiros dias da venda. Estima-se cem mil pessoas por dia no local.

• Começam a chegar ao mercado os primeiros vinhos europeus pós acordo MERCOSUL–União Europeia, com preço mais baixo.

Jornalista