Portugal é o quarto país da União Europeia (UE) onde há menos crianças. Portugal tem cerca de 1,6 milhões de crianças com idade até aos 12 anos. Comparando com a média europeia, as crianças portuguesas são relativamente poucas, face à população de cada país. Fazem parte de múltiplos e díspares agregados familiares e consomem demasiado tempo na escola, com falta de organização e uma penúria de coordenação. A causa deve-se ao sistema político proto comunista, ainda contemporâneo dos pilares do 25 de Abril de 1974, que não se adaptou à evolução do que é contemporâneo. A distopia reinará sempre e não a utopia. Tentar pensar em alcançar a utopia é demasiada estupidez humana, propagada por quem tem falta de humanismo. Todos os seres humanos têm um ADN diferente. Em Portugal existem 1,6 milhões de crianças, todas diferentes umas das outras. A sinistra portuguesa, obscura, subjugada e utópica, engana os pais e subverte a sua missão de acompanhamento da evolução cognitiva das crianças. A ignorância relativa impera: são os filhos e netos do 25 de Abril de 1974 que se desleixam em casa, pela educação cívica que tiveram. Saliento a data, porque ‘25 de Abris’ houve e haverá muitos. O desastre de Chernobyl. Surge La Marseillaise, o hino nacional de França. O Reino Unido declara a lei marcial na Irlanda. Aparece em Portugal o 14.º Governo Republicano. É descoberto o ADN. Israel restitui ao Egito o controle da península de Sinai. Bulgária e Roménia subscrevem os tratados de aderência à UE. Aconteceu o funeral de Boris Ieltsin. O ex-Presidente do Brasil, Fernando Collor de Mello, é preso. Nasce Alfredo James, ‘Al’ Pacino’. Em Portugal, a Revolução dos Cravos desmorona o Estado Novo e a meio da adesão à UE, o sistema político embebedou o sistema de ensino. Destruiu a raiz do futuro. Emancipou a falta de rigor. Eliminou a paciência. Destruiu o pensamento crítico. Arruinou o conhecimento, apenas para bem dos políticos do 25 de Abril. As reformas dos políticos apenas existem para que o povo viva numa sociedade que se tornou numa coletividade ‘fora da lei’. Mais agressiva sem imposição, sem ordem efetiva e sem sanção imediata. A Educação, em casa e na escola, perdeu valor e relevância. Não se ensinam as crianças a serem preparadas para o futuro. As ‘lojas’ de explicações perduram, como uma pura exercitação de mais um salário. Desde há mais de trinta anos que se tem acentuado a mediocridade institucional pelos políticos. São os mesmos que defendem a democracia do 25 de Abril de 1974, a grande maioria sem a ter vivido por dentro. Os manuais escolares estão inundados de subtilezas de génese enviesada, comunista e, sobretudo, ditatorial. A democracia que decorre no dia-a-dia agoniza as famílias com impostos agitadores, fomentadores da preguiça e da ‘lei do menor esforço’. Para as crianças, o desrespeito para com os professores virou hábito. Valorizam-se demasiado os pais que não trazem valor acrescentado para a melhoria das expectativas das famílias, entenda-se, salários líquidos melhores em valor monetário e em qualidade de vida. Não é instruída a paciência e o pensamento a prazo. A crítica à classe média é falaciosa. Desempenham um papel crucial na manutenção de um sistema político democrático, vibrante e resiliente. Os empresários dependem dos políticos e os políticos dos empresários. Os livros mudam tão rapidamente, muitas vezes refletindo uma defesa de interesses capitalistas pouco éticos. Os ataques aos mais privilegiados têm como objetivo deslocar o poder para um Estado mais coletivista, potencialmente minando os fundamentos utilitários e cívicos do País. O funcionamento da democracia está em degradação. É o proto comunismo, em que os políticos oriundos dos partidos fundadores da Constituinte persistem em lutar contra a tecnologia. Quanto mais ignorante for um povo, maior é a probabilidade de os políticos serem umas reles redes de arrasto, de quem vai evoluir no crescimento e no desenvolvimento cognitivo: as crianças. Sim, que não têm culpa de terem nascido.
Professor da Universidade Autónoma de Lisboa