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A sessão solene que assinalava os 50 anos da Constituição da República ficou marcada por momentos de forte tensão no Parlamento, depois de declarações do líder do Chega terem levado vários deputados constituintes a abandonar as galerias em protesto.
Durante a sua intervenção, André Ventura referiu que houve cidadãos “assassinados por grupos terroristas patrocinados” por “muitos desses deputados da constituinte”, palavras que desencadearam uma reação imediata entre os antigos parlamentares convidados para a cerimónia. Alguns levantaram-se e saíram da sala ainda no decorrer do discurso.
O episódio interrompeu o ambiente institucional da sessão comemorativa, obrigando o presidente da Assembleia da República a intervir. José Pedro Aguiar-Branco apelou à contenção dos deputados e recordou que os constituintes estavam presentes “a convite da Assembleia da República”, sublinhando a necessidade de preservar a dignidade do momento.
Após o final da intervenção, os deputados constituintes regressaram às galerias, sendo recebidos com uma ovação de pé por grande parte do hemiciclo. As bancadas do Chega e do CDS-PP foram as exceções, mantendo-se sentadas.