O Presidente da China, Xi Jinping, defendeu um reforço da utilização da Inteligência Artificial (IA) e de tecnologias não tripuladas nas Forças Armadas, apelando à aceleração da modernização militar do país para criar um "sistema militar inteligente".
Segundo a agência oficial chinesa Xinhua, as declarações foram feitas durante uma sessão de estudo do Politburo do Partido Comunista Chinês (PCC), realizada na véspera do 99.º aniversário da fundação do Exército de Libertação Popular (ELP), que será assinalado no sábado.
Na qualidade de presidente da Comissão Militar Central (CMC), o órgão máximo de direção das Forças Armadas chinesas, Xi Jinping afirmou que o principal critério para avaliar a modernização militar deve ser a capacidade de combate.
China quer reforçar capacidade militar com IA
O líder chinês defendeu uma utilização mais intensa da Inteligência Artificial em aplicações militares, bem como o desenvolvimento de sistemas não tripulados e de redes de informação avançadas.
Segundo Xi Jinping, a integração destas tecnologias permitirá acelerar a evolução das Forças Armadas para um modelo de combate mais inteligente e tecnologicamente avançado.
O Presidente chinês apelou igualmente ao reforço da integração entre diferentes capacidades militares, ao aumento dos testes em condições reais e ao aprofundamento do treino operacional, com o objetivo de proteger a soberania, a segurança nacional e os interesses estratégicos da China.
Campanha anticorrupção continua nas Forças Armadas
Além da modernização tecnológica, Xi Jinping voltou a insistir na necessidade de reforçar o controlo político sobre o Exército.
O líder chinês defendeu o fortalecimento da liderança absoluta do Partido Comunista Chinês sobre as Forças Armadas e apelou ao aprofundamento da campanha anticorrupção, através de uma fiscalização mais rigorosa dos grandes projetos militares e dos mecanismos de supervisão.
As declarações surgem numa altura em que Pequim tem intensificado as medidas de controlo sobre a hierarquia militar, após várias investigações por alegada corrupção envolvendo altos responsáveis das Forças Armadas e antigos dirigentes da área da Defesa.
Nos últimos meses, Xi Jinping aprovou novas regras de supervisão para oficiais superiores e voltou a sublinhar a importância da lealdade política como um dos pilares da modernização militar chinesa.
A aposta na Inteligência Artificial integra a estratégia de longo prazo de Pequim para reforçar as capacidades tecnológicas e militares do país, num contexto de crescente competição estratégica com outras potências globais.