A Junta da Andaluzia declarou estado de alerta sanitário nos municípios de La Puebla del Río e Coria del Río, na província de Sevilha, depois de terem sido detetados mosquitos portadores do vírus do Nilo Ocidental (VNO) em armadilhas de vigilância instaladas nas duas localidades. A decisão foi anunciada pela Consejería de Presidencia, Sanidad y Emergencias e visa reforçar a prevenção da doença durante as próximas semanas.
Com estas duas novas localidades, sobe para sete o número de municípios andaluzes onde foi confirmada a circulação do vírus em mosquitos desde o início de 2026. Antes disso, já tinham sido declaradas áreas em alerta Pulpí (Almería), Torredonjimeno (Jaén), Palomares del Río e Constantina (Sevilha). Em Benacazón também foi detetada circulação do vírus, mas a armadilha encontrava-se longe das zonas habitadas, pelo que não foi decretado o mesmo nível de alerta.
Vigilância reforçada e combate aos mosquitos
A declaração de área em alerta implica o reforço da vigilância entomológica, animal e humana, bem como a intensificação das ações de controlo dos mosquitos transmissores.
As autarquias terão agora de reforçar os tratamentos contra larvas e mosquitos adultos, eliminar locais com águas paradas e promover campanhas de sensibilização para reduzir o risco de transmissão. As medidas deverão manter-se, pelo menos, até 13 de agosto, podendo ser prolongadas caso continuem a ser detetados mosquitos infetados.
Já foi confirmado um caso humano este ano
Apesar do aumento do número de municípios em alerta, a Andaluzia registou, até ao momento, apenas um caso humano de febre do Nilo Ocidental em 2026.
Em comunicado, a Junta de Andaluzia revela que se trata de uma mulher, residente em Sevilha, que esteve exposta ao vírus em Palomares del Río. O caso foi considerado ligeiro e confirmado por análises realizadas no Hospital Virgen del Rocío. Na sequência desse diagnóstico, as autoridades decretaram igualmente alerta sanitário naquele município.
O que é o vírus do Nilo Ocidental?
O vírus do Nilo Ocidental é transmitido principalmente através da picada de mosquitos do género Culex, que se infetam ao picar aves portadoras do vírus.
A maioria das pessoas infetadas não desenvolve sintomas. No entanto, cerca de 20% podem apresentar febre, dores musculares, fadiga, dores de cabeça ou erupções cutâneas. Em casos raros, sobretudo em idosos ou pessoas com o sistema imunitário fragilizado, a infeção pode evoluir para complicações neurológicas graves, como meningite ou encefalite.
Autoridades deixam recomendações
Face ao aumento da circulação do vírus, as autoridades de saúde espanholas aconselham a população a:
utilizar repelente contra mosquitos;
usar roupa que cubra braços e pernas, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer;
instalar redes mosquiteiras sempre que possível;
eliminar recipientes com água parada, onde os mosquitos se reproduzem.
As autoridades sublinham que estas medidas são fundamentais para reduzir o risco de transmissão durante os meses de verão, período de maior atividade dos mosquitos.