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Um violento incêndio destruiu a maior parte da cobertura do Velódromo do Parque Olímpico do Rio de Janeiro esta quarta-feira.
O alerta foi dado por volta das 04h17 locais (08h17 em Lisboa), sendo que o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro teve de combater várias frentes que foram surgindo, mesmo quando tudo parecia já sob controlo, de acordo com o G1.
“Nós não sabemos as causas, que só a perícia poderá dizer, mas é fato que se iniciou na parte externa, na lona”, começou por explicar o sub-comandante geral da corporação dos bombeiros. "A cobertura do Velódromo era toda num material sintético. Essa lona derreteu e soltou um material muito parecido com uma teia de aranha”, continuou, acrescentando: "Evitámos uma grande trangédia".
Ainda durante o dia de ontem, e embora o incêndio tenha começado na madrugada, vários focos de incêndio foram reacendendo. “O incêndio está sob controle e não há registro de vítimas. O que observamos do lado de fora são apenas alguns focos isolados. A cobertura é feita de lona, um material que queima com facilidade, e a nossa maior preocupação sempre foi o museu, que está preservado. Apenas uma área muito pequena foi atingida, onde uma televisão acabou danificada. Essa parte não representa nem 1% do acervo do museu”, explicou mais tarde o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros.
Os vídeos publicados nas redes sociais mostram a intensidade do incêndio.
Desde o ano passado que, no velódromo onde tudo aconteceu, está também o Rio Museu Olímpico, no andar superior. O espaço tem aproximadamente mil peças, distribuídas em 13 áreas temáticas, além de cerca de 80 experiências interativas. Desde o ano passado, o museu já recebeu cerca de 20 mil visitantes.