quarta-feira, 22 jul. 2026

Venezuela: número de portugueses e lusodescentes mortos sobe para 56. País já sofreu mais de 140 réplicas

O ministro da Defesa informou esta segunda-feira que 17 cidadãos portugueses na Venezuela serão repatriados numa aeronave da Força Aérea.

O novo balanço oficial de vítimas portugueses e lusodescendentes mortas e desaparecidas na sequência dos dois sismos que afetaram a Venezuela na passada quarta-feira volta a aumentar os registos: dos 1.450 mortos, 56 estão ligados a Portugal, com 91 ainda desaparecidos e incontactáveis.

O ministro da Defesa informou esta segunda-feira que 17 cidadãos portugueses na Venezuela serão repatriados numa aeronave da Força Aérea.

"Desde domingo que as forças no terreno estão a operar 24 horas por dia, o transporte aconteceu com recurso a duas aeronaves KC-390 da Força Aérea. Está previsto o envio de uma nova aeronave para repatriamento de 17 cidadãos nacionais que chegarão em princípio a Beja no próximo dia 30", revelou Nuno Melo, a propósito da cerimónia do 64.º Aniversário dos Comandos e do encerramento do 145.º Curso de Comandos, em Sintra.

Nuno Melo explicou ainda que "têm existido pedidos de natureza logística e de transporte", e que as Forças Armadas se mantêm disponíveis para apoiar na operação de grandes dimensões na Venezuela. Quanto à transladação de portugueses ou lusodescendentes, Nuno Melo revelou não ter conhecimento de qualquer pedido ao Governo.

Desde os dois grandes sismos, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter, a Venezuela já sofreu cerca de 140 réplicas, com magnitudes consideráveis. Ainda esta manhã foi registado o colapso de um edifício após um tremor de magnitude 4,6.

Os dois grandes sismos do dia 24 de junho causaram pelo menos 1.450 mortos e 3.150 feridos, de acordo com o último balanço oficial. De acordo com a Organização das Nações Unidas, mais de 50 mil pessoas continuam desaparecidas.

Já há várias equipas de inúmeros países no terreno, para ajudar nas operações de resgate, incluindo Portugal, cuja base de operações está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, a zona mais afetada pela catástrofe.