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O vírus Ébola não é novo, mas a estirpe que se está a propagar está a ultrapassar os testes e ainda não tem vacinação possível. A Organização Mundial de Saúde declarou Emergência de Saúde Pública Internacional, e os casos devem continuar a aumentar.
O primeiro caso da nova estirpe registou-se no dia 24 de abril. Era uma enfermeira, em Bunia, na República Democrática do Congo, e tinha febre e hemorragias internas.
Confirmou-se duas semanas após a morte que a mulher estaria infetada com uma variante do Ébola denominada Bundibugyo. Já morreram 132 pessoas e há 513 casos de infeção confirmados.
Porque é que é uma variante mais perigosa?
Esta variante é conhecida desde 2007, mas não é de fácil diagnóstico nos primeiros testes e não há vacinas ou medicamentos testados capazes de a anular.
Como é que se propagou tão rápido?
Esta variante teve oportunidade de se propagar devido à falta de eficácia na deteção do vírus - a primeira mulher infetada apenas teve confirmada a infeção duas semanas após a morte, já após vários contactos com outras pessoas, inclusive após o corpo ter sido transladado para a sua terra natal.
A OMS alerta ainda que a propagação é ainda mais provável devido à mobilidade da população, nomeadamente devido a uma grave crise humanitária na República Democrática do Congo. A região de Ituri é uma das mais afetadas pelo surto, mas já foram confirmados casos em Goma, no mesmo país, e no Uganda. Embora o receio seja de propagação da epidemia e consequentemente o aumento do número de mortos e infetados, a OMS sublinha o baixo risco de pandemia global.
Especialistas que prestaram declarações à Sky News explicaram que a raridade desta estirpe pode ter atrasado a deteção do vírus e a consequente dificuldade em controlar a propagação da epidemia.
O Ébola é uma doença infeciosa grave e frequentemente fatal, que causa febres hemorrágicas severas. A doença transmite-se através do contacto direto com fluidos corporais de pessoas infetadas (vivas ou mortas) ou objetos contaminados, mas é transmitida originalmente por mamíferos selvagens.
Este é um novo surto após o mais grave ocorrido entre 2014 e 2026, na África Ocidental, onde morreram 11 mil pessoas infetadas.