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Donald Trump reagiu com ameaças a uma piada feita por Trevor Noah durante a 68ª cerimónia dos Grammy Awards, afirmando avançar com um processo judicial contra o comediante. Em causa está uma referência satírica à alegada ligação do Presidente norte-americano a Jeffrey Epstein, acusado de crimes sexuais envolvendo menores.
Durante a apresentação do prémio de Música do Ano, Noah ironizou dizendo que o galardão era desejado “quase tanto quanto Trump deseja a Gronelândia”, acrescentando que isso faria sentido porque “a ilha de Epstein desapareceu e ele precisa de uma nova para se divertir com Bill Clinton”. A declaração foi interpretada como uma insinuação de que Trump teria frequentado a ilha privada de Epstein. Veja o vídeo do momento.
A resposta do Presidente surgiu poucas horas depois, através da sua rede social Truth Social. Trump acusou o apresentador de difamação e anunciou a intenção de recorrer aos tribunais.
"Noah disse, ERRADAMENTE sobre mim, que Donald Trump e Bill Clinton passaram tempo na ilha de Epstein. ERRADO!!!”, negou. "Não posso falar pelo Bill, mas nunca estive na Ilha Epstein, nem em nenhum lugar próximo, e até à declaração falsa e difamatória desta noite, nunca fui acusado de estar lá. Noah, um perdedor total, é melhor esclarecer os factos, e esclarecê-los rapidamente. Prepare-se, Noah, vou divertir-me um pouco consigo!", prometeu.
Garantiu ainda exigir “uma boa quantia de dinheiro” como indemnização, descrevendo Trevor Noah como um “pobre, patético, drogado e falhado mestre-de-cerimónias”.
A relação passada entre Donald Trump e Jeffrey Epstein tem sido repetidamente escrutinada, apesar de o Presidente afirmar que cortou laços com o banqueiro acusado de crimes sexuais em 2004. Já no caso de Bill Clinton, um porta-voz negou em 2020 que o ex-Presidente tivesse estado na ilha de Epstein. Clinton nunca foi acusado de crimes no âmbito do processo, e mostrou-se agora disponível, com a sua mulher, Hillary Clinton, para prestar depoimentos sobre o caso.