quarta-feira, 11 fev. 2026

Túmulo com 1.400 anos é encontrado no México

O túmulo destaca-se tanto pelo «excecional estado de preservação» quanto pela «quantidade e qualidade das informações que oferece sobre uma das principais civilizações mesoamericanas».
Túmulo com 1.400 anos é encontrado no México

O Governo mexicano anunciou, na semana passada, a descoberta de um túmulo zapoteca de 600 d.C., nos vales centrais do estado de Oaxaca, no município de San Pablo Huitzo. A informação foi divulgada à imprensa pela presidente do país, Claudia Sheinbaum Pardo, com base nas pesquisas conduzidas pelo Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), órgão ligado ao Ministério da Cultura local. Segundo a presidente, o túmulo destaca-se tanto pelo «excecional estado de preservação» quanto pela «quantidade e qualidade das informações que oferece sobre uma das principais civilizações mesoamericanas». «Trata-se da descoberta arqueológica mais importante da última década no México, devido ao seu nível de preservação e às informações que fornece», revelou Sheinbaum. O achado foi identificada após o INAH investigar uma denúncia de roubo no local. De acordo com a revista Live Science, a tumba foi localizada em 2025 e apresenta uma combinação rara de arquitetura monumental, escultura em pedra e pintura mural, que «permitem aprofundar o entendimento sobre a organização social, os rituais mortuários e a cosmovisão zapoteca». «O local apresenta detalhes impressionantemente bem preservados, incluindo uma escultura de coruja com os olhos arregalados que carrega a figura de um homem dentro do seu bico», detalharam os investigadores. Segundo nota do INAH, na antiga cultura zapoteca essa ave representava a morte e o poder. «A escultura sugere que o animal carrega no seu bico o retrato do próprio ancestral homenageado pela tumba», explicou. Já no interior da câmara destaca-se uma viga de pedra gravada com «nomes calendáricos», um sistema de nomenclatura no qual divindades e pessoas importantes recebiam símbolos associados à data de nascimento; a figura de um homem e uma mulher (que deveriam ser os guardiães do local) e as cores das paredes associadas a rituais.