Trump confirma morte de Khamenei: "Uma das pessoas mais perversas da História está morta"

Presidente dos EUA anuncia que líder supremo do Irão morreu nos ataques. Corpo encontrado em escombros. Iranianos celebram nas ruas de Teerão. Balanço sobe para 201 mortos e 747 feridos. Portugal questiona uso da Base das Lajes.
Trump confirma morte de Khamenei: "Uma das pessoas mais perversas da História está morta"

Donald Trump confirmou esta noite que o líder supremo do Irão, o aiatola Ali Khamenei, morreu nos ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel lançados esta madrugada. "Khamenei, uma das pessoas mais perversas da História, está morto", anunciou o presidente norte-americano na rede Truth Social, pelas 22h00 (hora de Lisboa).

A notícia foi recebida com festejos nas ruas de Teerão, onde se ouviram gritos de júbilo, aplausos e fogo de artifício pouco depois das 23h locais. O corpo do líder de 86 anos foi encontrado nos escombros do seu complexo residencial, segundo fontes israelitas citadas pela Reuters e CNN.

"Não foi capaz de escapar à nossa inteligência e aos nossos sofisticados sistemas de rastreamento e, em estreita cooperação com Israel, nada pôde fazer", escreveu Trump, acrescentando que a campanha de bombardeamentos "continuará durante toda a semana".

Balanço sobe para 201 mortos

O porta-voz da Sociedade do Crescente Vermelho do Irão confirmou à agência Mehr um balanço provisório de 201 mortos e 747 feridos em 24 das 31 províncias do país atingidas pelos ataques. Mais de 220 equipas humanitárias prestam assistência nos locais afetados, onde prosseguem operações de resgate.

Além de Khamenei, as autoridades israelitas confirmaram à CNN a morte de outros altos responsáveis iranianos, incluindo o ministro da Defesa, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour.

Iranianos celebram nas ruas

Pouco depois do anúncio de Trump, testemunhas em Teerão reportaram celebrações espontâneas em vários bairros da capital. De janelas e varandas ouviram-se aplausos, gritos de júbilo e música, enquanto fogo de artifício iluminava a noite.

Trump apelou directamente aos iranianos: "Esta é a maior hipótese para o povo recuperar o seu país. Quando terminarmos, assumam o governo. Ele será vosso".

Reza Pahlavi, filho do último xá do Irão, reagiu: "O assassino de dezenas de milhares foi apagado das páginas da História. Com a sua morte, a República Islâmica chegou efetivamente ao fim".

Irão nega e promete vingança

Apesar dos anúncios, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que Khamenei está vivo. "Todos os altos responsáveis estão vivos e nos seus postos", declarou.

O principal assessor de Khamenei, Ali Larijani, prometeu vingança: "Faremos com que os criminosos sionistas e americanos se arrependam". No entanto, Khamenei não é visto publicamente desde o início dos ataques.

Retaliação atinge 8 países

O Irão respondeu com ataques contra bases militares em oito países: Israel, Bahrein, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Jordânia e Síria.

A base da Quinta Frota da Marinha dos EUA no Bahrein foi atingida. Nos EAU, um civil morreu. O técnico português João Mota relatou estar "com alguma ansiedade", impossibilitado de sair devido ao fecho do espaço aéreo.

Em Israel, pelo menos uma pessoa morreu em Tel Aviv. O país declarou estado de emergência por 48 horas e fechou escolas.

Portugal questiona Base das Lajes

O Ministério dos Negócios Estrangeiros recomendou aos portugueses na região que fiquem em casa. Paulo Rangel está em contacto com embaixadores.

O Livre vai questionar o Governo sobre a utilização da Base das Lajes pelos EUA, enquanto o PCP exigiu "condenação clara" dos ataques.

O primeiro-ministro Luís Montenegro apelou "à máxima contenção para evitar escalada e preservar a paz, em linha com a Carta da ONU".

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