terça-feira, 09 jun. 2026

Três petroleiros ligados à “frota fantasma” russa atacados por drones no mar Negro

Três petroleiros alegadamente ligados à “frota fantasma” russa foram atacados por drones no mar Negro, perto da Turquia. As autoridades turcas enviaram meios da guarda costeira e não há registo de vítimas
Três petroleiros ligados à “frota fantasma” russa atacados por drones no mar Negro

Três petroleiros que navegavam sob bandeiras de conveniência e alegadamente integrados na chamada “frota fantasma” da Rússia foram esta quinta-feira alvo de ataques com drones no mar Negro, junto à costa da Turquia,.

Segundo avançou o portal turco Deniz Haber, especializado em assuntos marítimos, o petroleiro “James II”, com bandeira de Palau, navegava em direção à Roménia quando foi atacado a norte de Sinop, no mar Negro. O navio encontrava-se posteriormente a cerca de 44 milhas náuticas a nordeste do Bósforo.

Também os petroleiros “Altura” e “Velora”, ambos registados sob bandeira da Serra Leoa, foram alegadamente atacados enquanto realizavam uma operação de transferência de carga entre embarcações.

Após os incidentes, as autoridades turcas enviaram embarcações da guarda costeira para intercetar os navios atingidos.

De acordo com as informações preliminares divulgadas pelo Deniz Haber, não há registo de vítimas entre as tripulações.

Até ao momento, as autoridades turcas não emitiram qualquer comunicado oficial sobre os ataques.

O petroleiro “Altura” já tinha sido alvo de um ataque semelhante em março deste ano, quando navegava ao largo do Bósforo após partir de Novorossiysk, considerado o principal porto petrolífero russo no mar Negro.

Na altura, o ataque provocou danos na casa das máquinas do navio, sem causar feridos.

Os sistemas de rastreamento marítimo indicavam que o “Altura” e o “Velora” estavam posicionados a cerca de 13 milhas da costa turca, fora das águas territoriais do país e relativamente próximos da fronteira marítima com a Bulgária.

Segundo os dados divulgados, os dois navios são operados pela empresa turca Pergamos Denizcilik, sediada em Istambul. Já o “James II” pertence alegadamente a uma empresa indiana.

A Ucrânia já assumiu anteriormente a autoria de vários ataques semelhantes contra navios associados à chamada “frota fantasma” russa no mar Negro.

Moscovo utiliza frequentemente embarcações registadas sob bandeiras estrangeiras para transportar petróleo russo e contornar sanções impostas por países ocidentais desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

As exportações de petróleo continuam a ser uma das principais fontes de financiamento do esforço militar russo.

Ancara, que mantém relações diplomáticas tanto com Kiev como com Moscovo, tem protestado contra este tipo de ataques, alertando para os riscos que representam para a segurança marítima e para o ambiente no mar Negro.