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Três menores, com idades entre os 14 e os 15 anos, foram detidos em Valência, Espanha, por suspeita de violação de uma jovem de 16 anos e posterior gravação e partilha das imagens da alegada agressão sexual. A notícia foi avançada pelo jornal espanhol El País.
Segundo a Policía Nacional espanhola, os factos terão ocorrido a 10 de fevereiro num centro comercial da cidade. Além dos três detidos, existe um quarto menor, de 13 anos, também identificado no caso, mas que não foi alvo de detenção por não ter idade legal para ser responsabilizado criminalmente.
Investigação após denúncia da família
A investigação está a cargo do Grupo de Menores da Polícia Judicial de Valência, na sequência de uma queixa apresentada pela família da vítima. Os três jovens foram detidos na segunda-feira, 23 de fevereiro, e presentes a tribunal no dia seguinte por ordem da Fiscalía de Menores.
De acordo com o Ministério Público espanhol, os arguidos ficaram em liberdade, sujeitos a medidas cautelares que incluem vigilância e proibição de aproximação e contacto com a jovem.
Além do crime de agressão sexual, os menores são também investigados por violação de intimidade e revelação de segredos, uma vez que terão gravado e difundido o vídeo sem consentimento.
Versões contraditórias
De acordo com a imprensa local, citada pelo El País, os detidos alegaram que as relações foram consentidas. Um deles terá admitido ter mantido relações sexuais com a jovem, enquanto os outros dois afirmaram ter estado presentes na casa de banho onde os factos ocorreram, mas negaram ter consumado o ato.
Já segundo a denúncia apresentada, a jovem teria combinado encontrar-se com apenas um dos rapazes à saída da escola, mas este surgiu acompanhado por outros dois. Nos sanitários do centro comercial, terá manifestado que apenas queria estar com um deles. A queixa refere que os menores terão fechado as portas, retirado a roupa à vítima e forçado atos sexuais, além de terem gravado tudo sem autorização.
O caso veio a público dias depois, quando a direção da escola secundária frequentada pela jovem teve conhecimento da existência do vídeo e contactou a aluna.
A investigação prossegue sob coordenação das autoridades judiciais espanholas.