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Um mês e meio de conflito foi suficiente para os Estados Unidos e o Irão chegarem a um acordo para um cessar-fogo (pelo menos por agora).
Menos de duas antes do prazo estabelecido pelo presidente norte-americano para alcançarem um acordo antes de "destruir um civilização inteira", os dois países acordaram um cessar-fogo de duas semanas.
Qual é a versão dos Estados Unidos?
O anúncio de Trump foi feito na sua rede social Truth Social, onde celebrou ter sido alcançado condições para o Irão "reabrir o Estreito de Ormuz", que tem sido uma das principais causas para uma crise história do mercado do petróleo.
O Irão terá apresentado uma proposta de 10 pontos, que os Estados Unidos por sua vez consideraram ser "uma base viável para negociações".
No entanto, em entrevista à AFP, não esclareceu se irá cumprir as ameaças anteriores de destruir infraestruturas civis iranianas, que vários especialistas consideraram ser "crimes de guerra", dizendo apenas: "Terão de ver".
De acordo com informação da CNN Internacional, a administração Trump estará a preparar negociações presenciais. Ao que tudo indica, poderá concretizar-se no Paquistão.
Israel faz parte do cessar-fogo?
Israel faz parte do acordo e é obrigado a cessar ataques militares contra o Irão. No entanto, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin netanyahu afirmou que o Líbano não faz parte do acordo. Esta alegação ainda não é certa, uma vez que o primeiro-ministro paquistanês tem uma posição contrária e que Trump não mencionou este país.
Qual é a versão do Irão?
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que os ataques iranianos irão também cessar temporariamente com o acordo, caso este seja cumprido por todas as partes. Ao contrário de Trump, que disse que seriam os EUA a ajudar no controlo do Estreito de Ormuz, este acrescentou que será o exército iraniano a coordenar a passagem.
A agência de notícias iraniana Tasnim noticiou ainda que Irão e Omã poderão cobrar taxas aos navios que atravessem o estreito nestas duas semanas, com vista a angariar fundos para a reconstrução do país.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão garante que qualquer erro do "inimigo" será respondido com "toda a força".
Já se conhecem detalhes sobre o acordo?
Ainda não foram divulgados detalhes sobre os pontos do acordo aceite por ambas as partes, no entanto sabe-se que o plano norte-americano de 15 pontos que o Irão está a analisar deve incluir:
O compromisso de Teerão não desenvolver armas nucleares
A entrega de urânio altamente enriquecido
Limitar as capacidades militares
Acabar com grupos aliados
Reabertura do Estreito de Ormuz
Recorde-se que o Irão tinha rejeitado veemente estas condições, considerando-as "excessivas, irreais e irracionais".
Já a proposta iraniana poderá incluir:
Regulação da passagem no Estreito de Ormuz
Fim dos ataques contra Teerão e aliados
Retirada total das forças norte-americanas
Compensações financeiras
Levantamento de sanções
Desbloqueio de ativos
Mas este não parece ser o fim, após ambos os países terem anunciado a trégua temporária como uma vitória.
Por um lado, em entrevista à AFP, Donald Trump garantiu esta como uma "vitória total e completa" para os EUA. Por outro lado, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão afirmou, em declaração, que "o inimigo sofreu uma derrota inegável, histórica e esmagadora na sua guerra cobarde, ilegal e criminosa".
Este é um ponto de partida para novas negociações, mas os termos para um acordo definitivo parecem ainda ter muitos pontos por negociar.