quinta-feira, 16 abr. 2026

Tragédia no Mediterrâneo: pelo menos 22 migrantes morrem após seis dias à deriva

Durante a travessia, os passageiros perderam a orientação e ficaram à deriva durante vários dias, sem acesso a água ou alimentos
Tragédia no Mediterrâneo: pelo menos 22 migrantes morrem após seis dias à deriva

Pelo menos 22 migrantes morreram após permanecerem seis dias à deriva numa embarcação pneumática no Mar Mediterrâneo, segundo relatos de sobreviventes às autoridades gregas, divulgados este sábado.

De acordo com a Guarda Costeira Grega, 26 pessoas foram resgatadas ao largo da ilha de Creta por uma embarcação da Frontex. Entre os sobreviventes estão uma mulher e um menor, cujas nacionalidades não foram especificadas.

Segundo os testemunhos recolhidos, a embarcação partiu a 21 deste mês da região de Tobruk, no leste da Líbia, com destino à Grécia — uma das principais portas de entrada de migrantes que procuram asilo na União Europeia.

Durante a travessia, os passageiros perderam a orientação e ficaram à deriva durante vários dias, sem acesso a água ou alimentos.

“Permaneceram no mar durante seis dias sem água nem alimentos”, refere o comunicado oficial.

Corpos lançados ao mar

Ainda de acordo com a Guarda Costeira, pelo menos 22 pessoas morreram durante a viagem. Os sobreviventes indicaram que os corpos foram lançados ao mar por ordem de um dos traficantes.

Dois dos resgatados, em estado mais grave, foram transportados para o hospital de Heraclião, capital de Creta.

As autoridades gregas detiveram dois homens, de 19 e 22 anos, de nacionalidade sul-sudanesa, suspeitos de integrarem a rede de tráfico de migrantes responsável pela travessia.

Os detidos enfrentam acusações de entrada ilegal no país e de homicídio por negligência.

A tragédia volta a expor os riscos extremos das rotas migratórias no Mediterrâneo, frequentemente utilizadas por redes de tráfico humano que exploram pessoas em situação de desespero.

Apesar dos esforços de vigilância e resgate por parte das autoridades europeias, o Mar Mediterrâneo mantém-se como uma das fronteiras mais mortíferas do mundo para migrantes e refugiados.