Duas pessoas morreram e pelo menos cinco ficaram feridas na sequência de um tiroteio ocorrido na noite de sábado durante o festival Salsa on St. Clair, em Toronto, no Canadá, onde se encontravam cerca de 13 mil pessoas.
Os disparos foram registados pouco depois das 20h00 (hora local), junto ao cruzamento da St. Clair Avenue West com a Arlington Avenue, desencadeando momentos de pânico entre os milhares de participantes de uma das maiores celebrações da cultura latina no país.
Numa fase inicial, a Polícia de Toronto emitiu um alerta para um alegado atirador ativo e pediu à população para evitar a zona. Horas mais tarde, esclareceu que essa hipótese foi descartada.
"O incidente resultou de uma troca de tiros entre indivíduos que tinham como alvo uns aos outros", explicou o vice-chefe da Polícia de Toronto, Frank Barredo, justificando que o primeiro alerta foi emitido quando ainda existia pouca informação sobre o que estava a acontecer.
Duas vítimas mortais e pelo menos cinco feridos
Segundo as autoridades, um homem morreu no local e uma segunda vítima acabou por não resistir aos ferimentos já no hospital.
Pelo menos outras cinco pessoas sofreram ferimentos provocados por arma de fogo, embora a polícia admita que o número de vítimas possa ainda ser revisto à medida que a investigação avança.
No local foram recuperadas duas armas de fogo e os investigadores estão a trabalhar em três cenas de crime distintas.
Até ao momento, não foram efetuadas detenções e as autoridades ainda não divulgaram quantos suspeitos poderão estar envolvidos.
Investigação é considerada "complexa"
Frank Barredo classificou a investigação como particularmente complexa, devido ao elevado número de pessoas presentes no festival no momento dos disparos.
"Estamos a analisar um grande volume de vídeos, testemunhos e outras provas. É uma investigação complexa devido ao enorme número de pessoas envolvidas", afirmou.
Testemunhas relataram que centenas de pessoas correram em pânico para fugir aos tiros e que algumas chegaram a cair e a atropelar-se durante a debandada.
A jornalista Joanna Lavoie, da estação canadiana CP24, que se encontrava no festival, descreveu momentos de terror.
"O ambiente mudou instantaneamente. Toda a gente entrou em choque e ficou tomada pelo medo. Estávamos aqui para nos divertirmos e nunca esperávamos que algo assim acontecesse", contou.
Líderes políticos condenam ataque
A presidente da Câmara de Toronto, Olivia Chow, afirmou estar "profundamente perturbada e revoltada" com a violência ocorrida durante um evento frequentado por famílias, crianças e idosos.
Também o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, manifestou-se "horrorizado" com o sucedido e deixou uma mensagem de solidariedade às famílias das vítimas.
"Os meus pensamentos estão com as famílias que perderam os seus entes queridos, com os feridos e com todos os afetados por este terrível acontecimento", escreveu nas redes sociais, garantindo total apoio às autoridades na identificação e captura dos responsáveis.
O primeiro-ministro da província de Ontário, Doug Ford, classificou o ataque como um ato de "violência sem sentido" e defendeu que os autores sejam levados rapidamente à justiça.
A Polícia de Toronto mantém um forte dispositivo de segurança na zona e apelou à população para continuar a evitar a área enquanto prosseguem as investigações