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O surto de ciclosporíase que afeta vários estados dos Estados Unidos fez as primeiras vítimas mortais, com duas pessoas a morrerem no Michigan, anunciaram esta segunda-feira as autoridades de saúde norte-americanas.
Segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos do Michigan, ambas as vítimas apresentavam comorbilidades significativas que poderão ter sido agravadas pela infeção parasitária e pela desidratação provocada pela doença.
"As duas mortes foram identificadas como parte do surto de ciclosporíase que afeta o Michigan", indicou a entidade, acrescentando que não serão divulgados mais detalhes sobre os casos.
As autoridades sublinham, contudo, que as mortes por ciclosporíase são pouco frequentes, uma vez que a infeção "geralmente não é uma doença fatal".
Michigan concentra mais de 11 mil infeções
Desde o início do surto, o Michigan contabilizou 11.234 casos de ciclosporíase e 193 internamentos associados à doença.
Os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) confirmaram igualmente as duas mortes, referindo que ambas ocorreram em pessoas com doenças pré-existentes.
A ciclosporíase é provocada pelo parasita microscópico Cyclospora cayetanensis, que pode contaminar alimentos frescos ou água e causar sintomas como diarreia intensa, dores abdominais, náuseas, fadiga e perda de peso.
Mais de 18 mil casos investigados nos EUA
O CDC indica que já identificou mais de 18 mil casos de ciclosporíase adquirida nos Estados Unidos nesta época do ano.
Desse total, 6.707 infeções foram confirmadas laboratorialmente, enquanto cerca de 11.500 permanecem sob análise para determinar se a origem da contaminação foi efetivamente doméstica.
Embora os casos aumentem habitualmente entre maio e agosto, as autoridades admitem que o número registado em 2026 é significativamente superior ao habitual.
FDA investiga origem do surto
A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA), em articulação com o CDC e as autoridades estaduais, continua a investigar vários surtos em diferentes regiões do país, incluindo um foco de grandes dimensões concentrado no Centro-Oeste.
No âmbito da investigação, foi determinada a recolha de alface americana distribuída pela empresa Taylor Farms, apontada como potencial fonte de contaminação.
As autoridades acreditam, no entanto, que os produtos suspeitos já terão sido consumidos ou retirados do mercado, mantendo-se a vigilância para identificar novas cadeias de transmissão da infeção.