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"Guarde o telemóvel quando estiver com seu filho. Use apenas se for necessário ou quando estiverem a usá-lo juntos". Foi assim que a agência de saúde pública cumpriu com o pedido do governo sueco para sensibilizar os pais sobre o impacto do uso de ecrãs pelos adultos nas crianças.
A iniciativa da agência começou há cerca de dois anos, com o objetivo de sensibilizar os pais a refletir sobre o tempo que passam nos seus telemóveis perto de crianças. Desta vez, anunciou sugestões mais concretas.
Em comunicado, a autoridade recomendou que os adultos definissem divisões da casa, como o quarto ou enquanto estão na mesa de refeições, como "zonas sem ecrãs". Num sentido de maior proteção, aconselham também que os adultos tenham maior atenção àquilo que publicam dos filhos. "Protejam e respeitem o seu filho online", sublinham.
Numa investigação da agência, a pedido do governo, concluiu-se que adultos que "criam bons hábitos de ecrãs para si mesmos" influenciam positivamente os hábitos das crianças. "Acho que as pessoas não percebem que [o uso dos ecrãs] afeta as crianças na medida em que agora sabemos que afeta", afirmou o ministro dos Assuntos Sociais, Jakob Forssmed, à emissora sueca SVT, citada pelo The Guardian.
Esta é uma preocupação da Suécia que se tem vindo a acentuais, com o país a emitir diretrizes que recomendam limites de tempo de ecrãs não relacionados com a escola - que varia de uma a duas horas por dia para crianças de dois a cinco anos, duas horas para crianças entre seis e 12 anos, e três horas por dia para jovens dos 13 aos 18 anos.
Além do tempo recomendado, o governo especifica que as crianças devem evitar totalmente aparelhos eletrónicos algumas horas que antecedem a hora de dormir e que os dispositivos devem ser deixados fora do quarto durante a noite.
A partir do início do semestre de outono do ano letivo 2026/2027, a Suécia vai implementar uma proibição nacional de smartphones na escola até ao 9.º ano.