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Um grupo de sete pessoas esteve mais de uma semana preso num gruta em Laos, após chuvas torrenciais terem criado uma "parede" de água que os impedia de sair. Agora contam à CNN Internacional como conseguiram sair sem a ajuda das equipas de resgate.
O grupo, que entrou na gruta da província de Xaysomboun no dia 20 de maio em busca de ouro e vida selvagem, manteve-se vários dias amontoados, até se aperceberem que a água, que estava a ser a sua pior inimiga, estava a recuar. Foi nesse momento que encontraram uma saída e surpreenderam as equipas ao aparecerem na entrada da gruta sem aviso.
Estas pessoas percorreram cerca de 260 metros desde o sítio onde estavam presos até à entrada da caverna, o que equivale à altura de um prédio de 78 andares, num estado de sede, fome e quase hipotermia.
"Eu estava com medo porque estávamos lá sozinhos", disse Singfamalai, um barbeiro de 23 anos, à CNN Internacional. Continua no hospital a recuperar. "Estávamos lá há muito tempo e a água tinha secado. Estava muito frio lá dentro, então decidimos rastejar para sair", revelou.
Os especialistas estimam que aágua podia chegar a um metro de altura dentro da caverna. "Às vezes tínhamos que mergulhar, às vezes tínhamos que engatinhar. Rastejamos devagar. A passagem tinha quase o tamanho de uma pessoa", continua o sobrevivente.
Os cinco sobreviventes resgatados pelas equipas profissionais na passada quarta-feira contam que dormiam abraçado à espera de socorro. "Ajudou muito. Não tínhamos cobertores", sublinha, antes de acrescentar: "Sempre acreditei que sobreviveria. Tive que voltar para ver minhas irmãs e minha mãe. Quando saímos e vimos pessoas a torcer por nós, parecia que eu tinha recebido uma nova vida. Era avassalador. De repente, tive esperança", conta emocionado.
Operações de resgate continuam
Além dos cinco já resgatados, estão ainda mais duas pessoas na gruta. A equipa conta que terão entrado antes do grupo já salvo, que revela não se ter encontrado com outras duas pessoas lá dentro. Acredita-se que os ainda desaparecidos terão entrado por outro lado da caverna.