segunda-feira, 09 fev. 2026

Sobe para 41 número de mortos no descarrilamento em Espanha. Pelo menos dois portugueses estavam no comboio

O balanço do acidente entre dois comboios de alta velocidade em Adamuz, no sul de Espanha, continua a agravar-se. As autoridades confirmam 41 vítimas mortais, enquanto os dois cidadãos portugueses envolvidos não sofreram ferimentos graves.
Sobe para 41 número de mortos no descarrilamento em Espanha. Pelo menos dois portugueses estavam no comboio

O número de vítimas mortais do acidente ferroviário ocorrido em Adamuz, na província espanhola de Córdova, subiu para 41, segundo informações avançadas por fontes próximas da investigação. O novo balanço resulta da identificação de mais uma vítima entre os destroços das composições envolvidas.

De acordo com as autoridades espanholas, o corpo foi encontrado sob um dos vagões do comboio da operadora privada Iryo, cuja composição descarrilou e acabou por colidir com um comboio da Renfe que circulava em sentido contrário. Os trabalhos de remoção dos vagões destruídos prolongaram-se durante a noite, com recurso a maquinaria pesada.

O Ministério do Interior espanhol confirmou ainda a localização de outros corpos nos destroços do comboio da Renfe, cuja retirada decorreu à medida que as equipas de socorro avançavam com as operações no local.

Além das vítimas mortais, 39 pessoas permanecem hospitalizadas, 13 das quais em estado grave nos cuidados intensivos, incluindo um menor de idade. As autoridades mantêm o dispositivo de emergência e o acompanhamento clínico dos feridos.

Entre os passageiros envolvidos estavam dois cidadãos portugueses. O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou que ambos se encontram fora de perigo e estão a ser acompanhados pelos serviços consulares portugueses.

A colisão ocorreu ao final da tarde de domingo, numa zona técnica da linha ferroviária, onde existe uma subestação e um ponto de mudança de agulhas, circunstâncias que continuam sob investigação pelas autoridades espanholas.

Perante o agravamento do balanço, o Governo espanhol mantém decretados três dias de luto nacional. O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, reiterou que as conclusões da investigação serão tornadas públicas com transparência, sublinhando que o apoio às vítimas e às famílias continua a ser uma prioridade.