segunda-feira, 14 set. 2026

Sobe para 265 o número de mortos após sismo de 7,4 na Colômbia. Governo decreta emergência económica

A Colômbia continua a procurar sobreviventes após o sismo que devastou várias regiões do país na passada segunda-feira. São já 265 mortos, quase 500 desaparecidos e milhares de feridos.

O número de mortos provocado pelo forte sismo que atingiu a Colômbia na segunda-feira subiu para 265, enquanto quase 500 pessoas continuam desaparecidas, segundo o mais recente balanço revelado pelo Presidente Abelardo de la Espriella. Há ainda mais de 3.700 feridos e milhares de habitações destruídas.

O terramoto, de magnitude 7,4, atingiu o oeste do país e foi sentido em várias regiões. É considerado o sismo mais forte a atingir a Colômbia neste século e provocou o colapso de edifícios em várias cidades, deixando comunidades inteiras a tentar encontrar familiares e amigos entre os escombros.

A dimensão da tragédia levou Abelardo de la Espriella, a declarar o estado de emergência económica para fazer face aos danos provocados pelo desastre.

Quase 500 pessoas continuam desaparecidas

As operações de busca e salvamento entraram numa fase particularmente delicada. As equipas de emergência aproximaram-se das 72 horas após o sismo, período considerado crítico para encontrar sobreviventes presos debaixo dos edifícios destruídos.

Em Cali, uma das zonas mais afetadas, as equipas concentram esforços em vários edifícios onde ainda poderá haver pessoas soterradas.

Os socorristas recorrem a cães, sensores capazes de detetar movimentos e equipamento pesado, mas também trabalham em silêncio durante períodos de tempo para tentar identificar eventuais sinais de vida entre os escombros.

Ajuda internacional começa a chegar

A resposta à tragédia envolve também equipas e recursos provenientes de outros países.

O ministro dos Negócios Estrangeiros colombiano, Omar Bula, segundo a Reuters, afirmou que o Governo está a coordenar a chegada de ajuda internacional. Equipas e carregamentos provenientes de Peru, México e El Salvador começaram a chegar ao país.

Entretanto, as autoridades têm limitado o acesso de voluntários a algumas zonas de resgate. A medida pretende reduzir o ruído e as vibrações junto aos escombros, permitindo aos sensores utilizados pelas equipas identificar com maior precisão eventuais movimentos debaixo dos edifícios.