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O número de cidadãos portugueses e lusodescendentes que perderam a vida no duplo sismo que atingiu a Venezuela há uma semana subiu para 96, anunciou esta segunda-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE). As autoridades portuguesas mantêm ainda 60 pessoas desaparecidas.
De acordo com o balanço atualizado do MNE, entre as vítimas mortais estão 83 cidadãos com dupla nacionalidade portuguesa e venezuelana, num total de 17 crianças e 79 adultos.
Os novos dados representam um agravamento face ao balanço divulgado no passado sábado, que apontava para 93 mortos e 57 desaparecidos entre portugueses e lusodescendentes.
Segundo o mais recente balanço oficial das autoridades venezuelanas, os dois fortes sismos registados em 24 de junho provocaram pelo menos 3.342 mortos e 16.740 feridos.
As operações de busca e salvamento continuam em várias regiões do país, contando com o apoio de equipas internacionais enviadas por diversos países, incluindo Portugal e outros Estados-membros da União Europeia.
Missão portuguesa está instalada em Catia la Mar
A missão portuguesa de resposta à catástrofe tem a sua base operacional em Catia la Mar, no estado de La Guaira, uma das zonas mais afetadas pelos sismos e onde reside uma das maiores comunidades portuguesas e lusodescendentes da Venezuela.
As equipas continuam a colaborar nas operações de busca, identificação de vítimas e apoio às populações afetadas.
Os abalos ocorreram a cerca de 200 quilómetros de Caracas, com magnitudes de 7,2 e 7,5, separados por menos de um minuto.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os dois sismos foram seguidos por centenas de réplicas, dificultando as operações de socorro e aumentando os riscos para as populações e equipas de emergência.
As autoridades venezuelanas continuam a atualizar o número de vítimas, enquanto prosseguem as buscas por desaparecidos nas zonas mais afetadas pelo desastre.