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O número de vítimas mortais provocadas pelo duplo sismo que atingiu a Venezuela no passado dia 24 de junho voltou a aumentar. Segundo o mais recente balanço oficial, divulgado este domingo pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, já morreram 5.208 pessoas, mais 89 do que no anterior relatório.
Os dois sismos, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de intervalo na região norte da Venezuela, a cerca de 200 quilómetros de Caracas, desencadeando centenas de réplicas e provocando uma das maiores catástrofes naturais da história recente do país.
Mais de 16.700 feridos e dezenas de desaparecidos
Além das 5.208 vítimas mortais, as autoridades venezuelanas contabilizam 16.740 feridos.
Entre os mortos encontram-se pelo menos 120 portugueses e lusodescendentes, enquanto 50 pessoas continuam desaparecidas, segundo o balanço oficial.
As equipas de busca e salvamento continuam no terreno, embora as esperanças de encontrar sobreviventes diminuam à medida que passa o tempo desde a tragédia.
Portugal enviou equipas de apoio
Na sequência da catástrofe, Portugal integrou a resposta internacional de emergência, enviando equipas de busca e salvamento para apoiar as operações no terreno.
Também vários outros países, incluindo Estados-membros da União Europeia, mobilizaram meios humanos e materiais para ajudar as autoridades venezuelanas nas operações de socorro e assistência às populações afetadas.
O número de vítimas continua a ser atualizado pelas autoridades, à medida que prosseguem os trabalhos de identificação e remoção de escombros.