segunda-feira, 17 ago. 2026

Sismo na Venezuela: sobe para 110 o número de portugueses e lusodescendentes mortos. Há ainda 55 desaparecidos

O Ministério dos Negócios Estrangeiros atualizou este sábado o balanço das vítimas portuguesas do duplo sismo que devastou a Venezuela. Entre os 110 mortos estão 20 crianças, enquanto 55 cidadãos portugueses e lusodescendentes continuam desaparecidos

Subiu para 110 o número de cidadãos portugueses e lusodescendentes que morreram na sequência do duplo sismo que atingiu a Venezuela em 24 de junho, anunciou este sábado o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

Segundo o mais recente balanço oficial, continuam ainda 55 portugueses e lusodescendentes desaparecidos ou por localizar, numa atualização que agrava o número de vítimas nacionais da tragédia.

Entre os 110 mortos, 94 tinham também nacionalidade venezuelana. As vítimas incluem 20 crianças e 90 adultos.

O anterior balanço apontava para 107 portugueses e lusodescendentes mortos e 57 desaparecidos.

Número total de vítimas continua a aumentar

De acordo com as autoridades venezuelanas, o número total de mortos provocados pelo desastre subiu para 4.118, enquanto o total de feridos se mantém nos 16.740.

As operações de busca e salvamento prosseguem nas zonas mais afetadas, contando com o apoio de equipas internacionais enviadas por vários países, entre os quais Portugal e outros Estados-membros da União Europeia.

Dois sismos em menos de um minuto

Os dois abalos, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter, ocorreram a cerca de 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os fortes sismos foram seguidos por centenas de réplicas, dificultando os trabalhos de resgate e agravando os danos em várias regiões do país.

O duplo sismo é considerado uma das maiores catástrofes naturais registadas na Venezuela nas últimas décadas e continua a mobilizar uma vasta operação internacional de apoio às vítimas.