O relatório sobre um incidente entre dois caças em 2021 revelou o motivo da colisão: o pilotos estava a tirar selfies e a gravar vídeos.
A colisão aconteceu há cinco anos, enquanto os dois jatos estavam numa missão aérea na cidade de Daegu, de acordo com o Conselho de Auditoria e Inspeção de Seul, citado pela BBC. Os pilotos sobreviveram sem lesões graves, mas os caças ficaram com danos no valor de 880 milhões de won (508 mil euros).
Aquele era o último voo do piloto com a sua unidade militar e este queria registar o momento. Tirar fotos de voos importantes era "uma prática generalizada entre os pilotos na época", disse o conselho de auditoria no relatório, inclusive o piloto terá revelado a intenção de o fazer.
O piloto em questão ia na aeronava "wingman" que seguia a segunda aeronave, a "líder". Enquanto voavam de volta para a base, o piloto da "líder", depois de ver o outro piloto a tirar fotos suas, pediu-lhe se podia gravar um vídeo da "wingman". O piloto terá, então, voado o seu jato de forma abrupta e virou-o para que pudesse ser melhor apanhado pela câmara: esta manobra aproximou demasiado os dois caças.
Apesar de uma tentativa de evitar a colisão, bateram, danificando a asa esquerda da aeronave líder e o estabilizador de cauda do wingman.
A investigação de auditoria apenas começou depois do piloto suspenso ter recorrido da multa que a força aérea sul-coreana lhe terá imposto para reparo dos danos das aeronaves.
O piloto da wingman confessou que terá sido a sua manobra que causou a colisão, mas que o piloto da segunda aeronave tinha consentido. Posto isto, ficou definido que aquele piloto apenas teria de pagar um décimo do exigido pela força aérea, já que era responsabilidade também da entidade de controlar o uso de câmaras pelos pilotos durante os voos.
O relatório não menciona, no entanto, se o outro piloto envolvido foi sancionado.
Após a divulgação do relatório de auditoria, a força aérea sul-coreana emitiu um pedido de desculpas público. "Pedimos sinceras desculpas ao público pela preocupação causada pelo acidente ocorrido em 2021", disse um porta-voz da Força Aérea, citado pela CNN Internacional.