segunda-feira, 17 ago. 2026

"Se morrermos, morremos juntos": mulher agarrou o marido depois de este estar com metade do corpo fora de avião da Ryanair

O incidente ocorreu na manhã da passada sexta-feira, dia 10 de julho, quando o Boeing 737-800 já estava a uma altitude de cerca de 6.000 metros.
"Se morrermos, morremos juntos": mulher agarrou o marido depois de este estar com metade do corpo fora de avião da Ryanair

O que deveria ser um voo tranquilo da Ryanair transformou-se num verdadeiro cenário de terror na passada sexta-feira, quando uma janela da cabine se desprendeu em pleno voo, provocando momentos de enorme pânico entre os passageiros. Um dos ocupantes, Ljubisa Karović, de 61 anos, chegou a ficar parcialmente projetado para o exterior da aeronave, numa situação que poderia ter terminado de forma trágica.

O homem só sobreviveu porque permanecia preso pelo cinto de segurança e graças à rápida intervenção da mulher, Svetlana Grković Maksimović, que, com a ajuda de outros dois passageiros, conseguiu segurá-lo e puxá-lo de volta para o interior do avião.

"Nós puxamo-lo de volta",disse a esposa ao portal de notícias Nova, da Sérvia. "O rosto dele estava completamente deformado e sangrava muito do nariz e da boca".

Svetlana revelou ainda que, enquanto tentava impedir que o marido fosse arrastado pela força do vento, só conseguiu pensar numa coisa. "Se morrermos, morreremos juntos"

O avião estava no ar há cerca de 10 minutos

A esposa da vítima contou ainda que parecia que parte do motor do avião se tinha desprendido, partindo o vidro ao lado de Ljubisa Karović e provocando a despressurização na cabine.

Outros passageiros relataram igualmente ter ouvido um forte estrondo antes de a cabine perder pressão, embora as autoridades ainda não tenham confirmado oficialmente a origem da falha.

A vítima está "gravemente ferida e em choque"

Svetlana contou à mesma fonte que o marido "sempre que ouve falar em aviões, começa a tremer", e acrescentou: "Eu também estou num estado psicológico muito mau... temi pelas nossas vidas. Tinha medo que o avião caísse."

"É importante para mim que ele esteja vivo... a sua mão está particularmente ferida e sofreu queimaduras. Não consegue comunicar, não se lembra de tudo o que aconteceu.", revelou.

"Agora, a questão é se algum dia conseguiremos voltar a entrar num avião."

O incidente ocorreu na manhã da passada sexta-feira, dia 10 de julho, quando o Boeing 737-800 já estava a uma altitude de cerca de 6.000 metros. O voo com destino a Memmingen, na Alemanha, foi obrigado a regressar de emergência ao aeroporto de Salónica, na Grécia.