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O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, enviou um e-mail esta manhã, às 10h24, hora local, aos funcionários da embaixada, alertando aqueles que queiram abandonar o país para o fazerem "HOJE", de acordo com a informação avançada pelo The New York Times.
Perante a ameaça iminente de um ataque dos Estados Unidos ao Irão, o embaixador informa que a missão diplomática passou esta sexta-feira para o regime de "authorized departure", ou seja, partida autorizada. Isto significa que os funcionários não essenciais e os seus familiares podem abandonar o país, sendo as despesas sustentadas pelo Governo.
O embaixador aconselha a quem queira sair que procure um voo a partir do Aeroporto Ben-Gurion para qualquer outro destino onde consigam reservar lugar. Huckabee reconhece que esta medida irá causar uma "elevada procura de lugares em voos hoje", aconselhando a que se "concentrem em conseguir lugar para qualquer destino a partir do qual possam depois continuar viagem para Washington, mas a prioridade é sair do país o mais rapidamente possível." A medida vem na sequência do receio de não existirem mais voos nos próximos dias devido à ameaça de conflito entre os dois países, que envolve Israel como provável alvo de retaliação por parte do Irão.
Apesar da urgência, o embaixador dos EUA garante que "não há motivo para pânico". "Mas, para quem deseja sair, é importante fazer planos para partir mais cedo em vez de mais tarde", aconselha.
Na manhã desta sexta-feira, o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford, chegou à costa de Israel.
Recorde-se que o Irão e os Estados Unidos da América concluíram na quinta-feira, em Genebra, uma ronda de negociações de seis horas sem alcançar um verdadeiro avanço diplomático. Responsáveis iranianos explicaram que os dois países concordaram em retomar as negociações na próxima semana. No entanto, os dois negociadores norte-americanos, Steve Witkoff e Jared Kushner não comentaram, tendo a Casa Branca recusado pronunciar-se.
O Departamento de Estado emitiu um aviso de viagem onde aconselha cidadãos norte-americanos a "reconsiderarem deslocações" a Israel e Cisjordânica, alegando "terrorismo e agitação civil".
Já o Canadá aconselhou esta sexta-feira a que todos os canadianos no Irão abandonem o país. "Canadianos no Irão: Devido às tensões atuais, hostilidades na região podem retomar com pouco ou sem qualquer aviso. Abandonem o Irão se conseguirem fazê-lo em segurança”, escreveu o Governo, citado pelo The Times of Israel.
Também a Austrália anunciou na quarta-feira que os familiares dos seus diplomatas em Israel e no Líbano deveriam abandonar os países e ofereceu viagens aos familiares dos funcionários nos Emirados Árabes Unidos, no Qatar e na Jordânia.
A Índia, Polónia e Suécia pedem também à sua população que abandone o país o mais rápido possível.