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O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou esta quinta-feira que os países aliados estão a responder aos pedidos dos Estados Unidos para reforçar a aliança militar, numa altura marcada pela escalada de tensão com o Irão.
Num discurso em Washington, Rutte reconheceu que alguns membros foram inicialmente “um pouco lentos” a prestar apoio logístico e operacional aos EUA, mas sublinhou que a resposta global tem sido robusta.
“Quase sem exceção, os aliados estão a fazer tudo o que os Estados Unidos pedem. Ouviram e estão a responder aos pedidos do presidente Trump”, afirmou, referindo-se ao líder norte-americano.
Aliados surpreendidos com ofensiva
O responsável explicou que a reação inicial mais lenta se deveu, em parte, ao facto de os aliados não terem sido previamente informados da ofensiva norte-americana.
“Para manter o elemento surpresa nos ataques iniciais, o Presidente Trump optou por não informar os aliados com antecedência”, disse, acrescentando que vários países europeus foram apanhados de surpresa.
Ainda assim, Rutte garante que, atualmente, o apoio europeu é “massivo” e que a NATO saiu reforçada.
Elogios à liderança dos EUA
O secretário-geral da NATO destacou o papel dos Estados Unidos na liderança da aliança, considerando-o “absolutamente essencial” para garantir a segurança internacional.
Segundo Rutte, a atuação de Trump “reverteu mais de uma geração de estagnação”, ao pressionar os aliados a reforçarem o compromisso com a defesa coletiva.
Numa crítica implícita à União Europeia, o responsável afirmou que a Europa foi lembrada de que “os valores devem ser apoiados pelo poder firme”.
As declarações surgem após um encontro entre Rutte e Trump na quarta-feira. De acordo com a agência Reuters, o presidente norte-americano terá pedido compromissos concretos aos aliados para garantir a segurança no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte global de petróleo.
O reforço da presença militar e logística nesta zona é visto como prioritário, face ao risco de escalada do conflito com o Irão e às implicações para a segurança energética mundial.
O contexto atual reforça a pressão sobre os aliados europeus para aumentarem o seu envolvimento em operações internacionais lideradas pelos EUA.