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A Rússia lançou durante a madrugada desta quinta-feira aquele que é considerado o maior ataque do ano contra a Ucrânia, atingindo várias cidades e provocando pelo menos 16 mortos e cerca de 100 feridos.
De acordo com as autoridades ucranianas, entre as vítimas mortais está um rapaz de 12 anos. Só na capital, Kiev, foram confirmadas quatro mortes. Outras vítimas foram registadas em Odessa, Dnipro e Zaporíjia.
Segundo o Governo de Kiev, entre quarta-feira e esta quinta-feira foram lançados cerca de 659 drones e 44 mísseis de longo alcance.
A força aérea ucraniana conseguiu abater 636 drones e dezenas de mísseis, mas confirmou que pelo menos 12 mísseis e 20 drones conseguiram ultrapassar as defesas e atingir cerca de 20 alvos.
As explosões provocaram incêndios de grandes dimensões, muitos em zonas residenciais, deixando cidades como Mykolaiv e Kherson totalmente sem eletricidade.
O Presidente ucraniano admitiu que nem todos os projéteis foram intercetados.
“Infelizmente, nem todos foram abatidos”, afirmou Volodymyr Zelensky, apelando ao reforço da pressão internacional sobre Moscovo e ao cumprimento das promessas de apoio militar.
Ucrânia fala em “crime de guerra”
O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andriy Sibiga, classificou os ataques como “terroristas” e dirigidos sobretudo contra civis.
O governante considerou a ofensiva um “crime de guerra” e instou a comunidade internacional a reforçar sanções contra a Rússia e acelerar o apoio a Kiev.
Também o presidente do Conselho Europeu, António Costa, condenou “mais um ataque hediondo” contra civis ucranianos.
Segundo Costa, as forças russas terão atingido deliberadamente serviços de emergência que acorriam aos locais após as primeiras explosões.
De acordo com a força aérea ucraniana, a Rússia utilizou mísseis balísticos Iskander e mísseis de cruzeiro, num dos bombardeamentos mais intensos desde o início da invasão, em fevereiro de 2022.
A escalada surge numa altura em que os ataques com drones têm aumentado significativamente, tornando-se um dos principais instrumentos de guerra no conflito entre Moscovo e Kiev.