Roger Waters admite trocar os EUA por Portugal

Em entrevista a Piers Morgan, o músico dos Pink Floyd revelou que pondera deixar os Estados Unidos devido às suas críticas ao Presidente Donald Trump, admitindo Portugal como um dos destinos possíveis.
Roger Waters admite trocar os EUA por Portugal

Roger Waters revelou estar a considerar viver em Portugal caso venha a abandonar os Estados Unidos, num contexto de forte tensão política e de receio pessoal provocado pelas suas posições públicas contra o Presidente norte-americano Donald Trump, atualmente em funções.

Numa entrevista a Piers Morgan, o cofundador dos Pink Floyd afirmou temer represálias por parte do poder político nos EUA, recorrendo a palavras duras para descrever o ambiente que diz sentir no país. “Ele poderia enviar homens mascarados para me darem um tiro na cabeça através da janela do meu carro, como faz com pessoas que discordam dele”, afirmou.

O músico britânico reconheceu também que o seu estatuto legal nos Estados Unidos pode estar em risco. “Pode ser que a minha autorização de residência nos Estados Unidos não dure o resto da minha vida. É bem possível que Donald e a sua cabala tomem essa decisão por mim, porque ele é muito errático”, disse.

Questionado sobre alternativas, Roger Waters garantiu que já tem ponderado vários destinos. “Prometo-lhe que já pensei em alternativas. Portugal é uma possibilidade. Também gosto de algumas ilhas nas Caraíbas e dos governos que elas têm”, revelou, explicando que procura um local onde possa viver com maior tranquilidade e segurança.

Durante a entrevista, o músico voltou a criticar duramente o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), evocando a morte de Nicole Renee Good, ocorrida a 7 de janeiro, após ter sido baleada por um agente daquela entidade.

Conhecido pelo seu ativismo político e pelas críticas constantes à política externa norte-americana, Roger Waters tem sido uma figura polémica ao longo dos últimos anos. A eventual mudança para Portugal surge, segundo o próprio, como uma forma de procurar segurança pessoal e estabilidade num contexto que considera cada vez mais imprevisível nos Estados Unidos.