sexta-feira, 12 jun. 2026

Restos mortais encontrados em crocodilo são de empresário madeirense desaparecido. Autoridades não descartam homicídio

O Governo português continua a acompanhar os desenvolvimentos, reconhecendo que ainda não se sabe o que aconteceu.
Restos mortais encontrados em crocodilo são de empresário madeirense desaparecido. Autoridades não descartam homicídio

O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou que os restos mortais encontrados dentro de um crocodilo na África do Sul correspondem ao ADN do empresário madeirense desaparecido desde o dia 27 de abril.

A investigação continua para apurar as circunstâncias do caso e, ao que a SIC Notícias avançou, as autoridades sul-africanas não descartam a tese de homicídio.

O que aconteceu na noite de dia 27?

De acordo com um familiar, Gabriel Batista, de 55 anos, natural da Serra de Água, Madeira, terá seguido de noite para o hotel do qual era proprietário, em Komatipoort, África do Sul, onde vivia desde 1975. Ao atravessar um pontão submerso, explica o familiar, terá sido surpreendido pela violência das águas do rio Komati, característico pela quantidade de crocodilos que nele existem.

Foi preciso uma semana de buscas até as autoridades suspeitarem de um crocodilo de grandes dimensões, com 600 quilos, imóvel numa ilhota fluvial. Segundo as autoridades, o animal tinha o abdómen "invulgarmente distendido".

Após a autorização para abater o animal, o Serviço de Polícia da África do Sul (SAPS) iniciou uma operação de alto risco: o crocodilo foi suspenso através de um arnês preso a um helicóptero que sobrevoava o rio. Foi posteriormente transportado para o Parque Nacional Kruger, onde foi aberto: foi, então, encontrado um dedo com um anel, que agora se sabe que pertencia a Gabriel Batista..

Hipótese de homicídio

O Governo português continua a acompanhar os desenvolvimentos, reconhecendo que ainda não se sabe o que aconteceu, não podendo ser afastada a hipótese de não ter sido um simples acidente.

A versão do familiar, de que Gabriel Batista tentou atravessar um pontão submerso para chegar ao alojamento do qual era proprietário, causa estranheza em testemunhas ouvidas pela SIC, que afirmam que o empresário maderirense tinha muita experiência para tal ter acontecido.