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O governo britânico divulgou, esta quinta-feira, novos documentos relacionados com a investigação e funções oficiais atribuídas ao ex-príncipe André, numa decisão que voltou a colocar sob escrutínio o papel que o filho da Rainha Isabel II desempenhou dentro da monarquia, especialmente durante o período em que representou o Reino Unido em funções económicas e diplomáticas.
Os ficheiros incluem memorandos internos, trocas de correspondência e documentos oficiais ligados à nomeação de André Mountbatten-Windsor para representante especial do Reino Unido para o comércio internacional, cargo que ocupou entre 2001 e 2011.
Segundo a CNN Portugal, a Rainha Isabel II terá demonstrado interesse em que o filho assumisse um "papel de destaque" dentro da estrutura da monarquia, nomeadamente em funções de representação oficial.
Um dos memorandos refere que existia “o desejo da Rainha” de ver o Duke of York envolvido em missões de promoção económica e diplomática, substituindo gradualmente outras figuras da família real em funções ligadas ao comércio externo britânico.
A publicação dos documentos pelo governo britânico surge no contexto de uma investigação à relação entre o irmão do Rei e Epstein.
Mountbatten-Windsor foi destituído do seu título real no ano passado.
Durante a década em que desempenhou funções como enviado especial para o comércio, André participou em viagens oficiais, reuniões com chefes de Estado, empresários e investidores internacionais, representando interesses económicos britânicos em mercados considerados estratégicos. O cargo permitiu-lhe estabelecer uma extensa rede de contactos internacionais.
No entanto, o papel do antigo príncipe tornou-se polémico devido à proximidade com figuras envolvidas em escândalos financeiros e criminais.
Embora os documentos agora divulgados não apresentem novas acusações contra André, a publicação reacendeu o debate político e mediático sobre a relação entre o antigo membro da família real e Epstein.