O Reino Unido anunciou o maior fornecimento de drones à Ucrânia desde o início da guerra, com mais de 120 mil unidades destinadas a reforçar as capacidades militares de Kiev.
A decisão foi divulgada pelo ministro da Defesa britânico, John Healey, esta quarta-feira, durante uma reunião em Berlim do Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia, que contou também com representantes da Alemanha, Ucrânia e da NATO.
Segundo o Ministério da Defesa britânico, o pacote inclui drones de reconhecimento e de apoio logístico, bem como equipamento para reforçar as capacidades navais ucranianas.
O envio deverá começar ainda este mês e faz parte de um esforço mais amplo para sustentar a defesa da Ucrânia face à ofensiva russa.
Healey sublinhou que este reforço inclui drones “testados em combate”, capazes de ajudar as forças ucranianas a “defender o seu povo e repelir a agressão russa”.
Guerra entra no quinto ano com novos desafios
O ministro britânico destacou que, no quinto ano da guerra lançada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, o apoio internacional continua essencial.
“Com a atenção centrada no Médio Oriente, Putin procura distrair-nos, mas nada nos impedirá de apoiar a Ucrânia até alcançar a paz”, afirmou.
O anúncio surge após o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter firmado acordos com a Alemanha e a Noruega para produção conjunta de drones.
Em Berlim, Zelensky reuniu-se com o chanceler alemão, Friedrich Merz, enquanto na Noruega assinou um acordo com o primeiro-ministro, Jonas Gahr Støre, para reforçar a cooperação militar e industrial.
Empresas como a Quantum Systems anunciaram a criação de parcerias com fabricantes ucranianos para expandir a produção.
Os drones têm desempenhado um papel decisivo no conflito, tanto em operações ofensivas como na defesa contra ataques russos.
Só em março de 2026, a Rússia lançou cerca de 6.500 drones contra a Ucrânia, um aumento significativo face ao mês anterior.
A experiência ucraniana no uso destes sistemas tem despertado interesse internacional, com vários países a procurarem aprender com Kiev e reforçar as suas próprias capacidades militares neste domínio.
A aposta crescente neste tipo de armamento reflete a sua eficácia, custo relativamente baixo e capacidade de adaptação em cenários de guerra moderna.