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Carlos III vai deslocar-se aos Estados Unidos no final de abril, numa visita oficial que surge a convite do presidente Donald Trump e que pretende assinalar os 250 anos da independência norte-americana.
A confirmação foi feita pelo Palácio de Buckingham, que sublinha que a deslocação servirá para reforçar os laços históricos e as relações atuais entre os dois países. O monarca será acompanhado pela rainha Camilla.
Durante a viagem, o chefe de Estado britânico deverá ainda passar pelas Bermudas, naquela que será a sua primeira visita oficial a um território ultramarino desde que assumiu o trono.
Segundo informações avançadas pela imprensa internacional, está também prevista uma intervenção no Congresso dos Estados Unidos, em Washington, no final de abril, embora os detalhes do programa não tenham sido totalmente divulgados.
A visita, no entanto, não está a ser consensual. No Reino Unido, várias vozes políticas têm vindo a questionar a oportunidade da deslocação, num contexto internacional marcado por tensões no Médio Oriente.
O líder dos Liberais Democratas, Ed Davey, apelou ao cancelamento da visita, criticando a atuação norte-americana no conflito com o Irão. Também a presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros do parlamento britânico, Emily Thornberry, considerou que adiar a deslocação poderia evitar uma situação diplomática delicada.
Uma sondagem recente indica, aliás, que quase metade dos britânicos prefere que a visita não se realize, refletindo a divisão de opiniões em torno deste encontro.
A deslocação surge poucos meses depois da visita de Donald Trump a Londres, num contexto de relações bilaterais sob pressão, apesar da histórica proximidade entre os dois países.