O conflito é entre a Rússia e a Ucrânia, mas Putin não deixa de ver a Europa ocidental como um alvo. Segundo avança o jornal britânico The Telegraph, a estratégia tem passado pelo mercado imobiliário: adquirem casas, chalés, ou outro tipo de imóveis por toda a Europa ocidental com apenas uma condição - que esteja perto de instalações militares e civis estratégicas. O esquema dura há mais de uma década.
Fontes de inteligência europeias explicam que este esquema serve como "rede de cavalos de Troia" montada pelo governo de Vladimir Putin. No fundo, a compra inocente deste imóveis tem apenas como objetivo usá-los como bases para vigilância, sabotagem e ataques secretos por parte da Rússia - sendo que há suspeitas de que muitos destes imóveis já tenham explosivos, drones, armas e agentes infiltrados enviados por Moscovo.
De acordo com Charlie Edwards, investigador sénior de estratégia e segurança nacional do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos em Londres, as propriedades são sobretudo nos países nórdicos, como Finlândia, Suécia e Noruega, sempre "próximas a bases militares, portos e rotas de abastecimento estratégicas", estando a estender-se a mais países.
Recorde-se que, em julho do ano passado, a Finlândia impôs uma proibição à compra de imóveis por russos e bielorrussos e que, desde então, vários outros países bálticos têm seguido as mesmas diretrizes. Os estados europeus têm sido aconselhados para esse caminho para evitar "fragilidades legais" que permitam que este esquema seja bem-sucedido.