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O Presidente russo, Vladimir Putin, não está disposto a iniciar negociações de paz com a Ucrânia e prepara-se para intensificar a ofensiva militar, segundo três fontes próximas do Kremlin ouvidas pela agência Reuters.
De acordo com a agência noticiosa, duas dessas fontes, que falaram sob condição de anonimato, afirmam que Moscovo considera que os recentes ataques ucranianos com drones a refinarias, depósitos de combustível e infraestruturas portuárias em território russo reforçam a necessidade de responder com uma escalada da guerra, em vez de avançar para uma solução diplomática.
A informação surge num momento de renovada intensidade dos ataques entre os dois países.
Ucrânia ataca depósitos de combustível e instalações industriais na Rússia
Durante a última noite, forças ucranianas realizaram ataques com drones contra várias regiões russas, atingindo infraestruturas ligadas ao setor energético.
Na região de Tver, a norte de Moscovo, um ataque provocou um incêndio num armazém da empresa Tverskaya Neftebaza. O governador interino, Vitaly Korolyov, confirmou que o fogo foi controlado pelos bombeiros e garantiu que não houve vítimas civis. As autoridades locais asseguram estar a trabalhar para minimizar os danos e manter a instalação operacional.
Também na região de Stavropol, no Cáucaso, um incêndio atingiu uma instalação industrial na cidade de Vyazniki, distrito de Shpakovsky. Segundo o governador Vladimir Vladimirov, as chamas alastraram a tanques de armazenamento de combustível.
Entretanto, na região de Rostov, dois navios-tanque fundeados na Baía de Taganrog sofreram danos mecânicos após um ataque, revelou o governador Yuri Slyusar. As autoridades locais indicaram ainda que mais de 20 drones ucranianos foram intercetados durante a noite naquela região.
Rússia diz ter abatido 73 drones ucranianos
O Ministério da Defesa da Rússia anunciou que as defesas antiaéreas abateram 73 drones ucranianos sobre 11 regiões do país, além da península da Crimeia — anexada por Moscovo em 2014 — e do Mar de Azov.
Os ataques com drones tornaram-se uma componente central da guerra, permitindo à Ucrânia atingir alvos militares e infraestruturas estratégicas em território russo, enquanto Moscovo mantém a pressão sobre várias frentes de combate no leste e sul da Ucrânia.
Até ao momento, o Kremlin não comentou oficialmente as informações da Reuters sobre a alegada recusa de Vladimir Putin em negociar um cessar-fogo ou um acordo de paz.