sexta-feira, 07 ago. 2026

Putin aumenta efetivos das Forças Armadas russas em 27 mil elementos

Reforço inclui 25 mil militares e dois mil funcionários administrativos e ocorre numa altura em que aumentam os rumores sobre uma possível nova mobilização de reservistas para a guerra na Ucrânia

O Presidente russo, Vladimir Putin, decretou esta segunda-feira um aumento de 27 mil efetivos nas Forças Armadas da Rússia, numa altura em que se intensificam os rumores sobre uma eventual nova mobilização de reservistas para combater na Ucrânia.

O reforço inclui 25 mil militares e dois mil funcionários administrativos. Com a entrada em vigor do decreto, prevista para 1 de agosto, as Forças Armadas russas passam a contar com 2.426.000 efetivos, dos quais 1.535.000 serão militares.

Segundo o decreto publicado no portal oficial de informação jurídica do Estado russo, o aumento está relacionado com a criação de uma nova unidade de construção militar.

Desde o início da guerra na Ucrânia, Putin ordenou por várias vezes o aumento do número de efetivos das Forças Armadas. O contingente militar russo passou de cerca de 1,9 milhões de elementos em fevereiro de 2022, quando Moscovo iniciou a chamada "operação militar especial", para os atuais cerca de 2,5 milhões.

Quando Vladimir Putin chegou ao poder, em 2000, durante a Segunda Guerra da Chechénia, o exército russo contava com cerca de um milhão de militares.

Kremlin enfrenta dificuldades no recrutamento

O Kremlin terá atualmente cerca de 700 mil militares destacados na Ucrânia e enfrenta dificuldades crescentes para recrutar novos voluntários entre os recrutas e outros homens em idade militar.

A imprensa russa, citando o portal independente "Meduza", noticia há várias semanas que as autoridades estarão a discutir, "a todos os níveis", a possibilidade de avançar com uma segunda mobilização.

A decisão, contudo, ainda não terá sido tomada e, segundo as mesmas informações, uma eventual mobilização não seria anunciada antes das eleições legislativas previstas para setembro.

O Ministério da Defesa russo terá já preparado campos de treino para uma eventual operação de mobilização.

A Rússia realizou uma mobilização parcial em setembro de 2022, quando Putin anunciou o recrutamento de cerca de 300 mil reservistas para reforçar as tropas envolvidas na invasão da Ucrânia.

Rússia terá sofrido 1,5 milhões de baixas, segundo fontes ocidentais

A eventual necessidade de uma nova mobilização surge num contexto de elevadas perdas russas no conflito.

Segundo fontes ocidentais citadas pela agência noticiosa espanhola EFE, as Forças Armadas russas terão sofrido cerca de 1,5 milhões de baixas desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Desse total, cerca de meio milhão corresponderá a militares mortos em combate, de acordo com as mesmas fontes.

Moscovo não divulga regularmente dados atualizados sobre as suas baixas militares, pelo que os números apresentados por fontes ocidentais não podem ser verificados de forma independente.