quarta-feira, 22 jul. 2026

Professor que abusou e matou bebé de 13 meses condenado a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional

Jamie Varley, de 37 anos, foi condenado esta quinta-feira, numa decisão judicial que impede que alguma vez seja elegível para liberdade condicional.
Professor que abusou e matou bebé de 13 meses condenado a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional

O veredito do caso que dura há três anos foi finalmente revelado: o professor de ensino médio que abusou sexualmente e matou o bebé que tinha adotado de apenas 13 meses foi condenado a prisão perpétua.

Jamie Varley, de 37 anos, foi condenado esta quinta-feira, numa decisão judicial que impede que alguma vez seja elegível para liberdade condicional. Isto significa que ficará detido para o resto da vida, de acordo com o juíz responsável.

Também o seu parceiro, John McGowan-Fazakerley, de 32 anos, foi condenado a 25 anos de prisão por abuso sexual, crueldade contra crianças e por ter permitido a morte do bebé que ambos tinham adotado.

Preston, o bebé de 13 meses, foi retirado à sua mãe, uma homicida condenada, e entregue a uma instituição de adoção cinco dias após o nascimento. O casal adotou-o aos nove meses de idade.

A acusação revela agora que o casal o tratou como "um brinquedo". Durante o tempo que a criança passou na casa de Jamie e John, foi "rotineiramente maltratada, abusada sexualmente e agredida fisicamente". Os promotores verificaram que o bebé tinha cerca de 40 ferimentos traumáticos, de acordo com o The Guardian.

O dia da morte do bebé

No dia 27 de julho de 2023, o casal de pais adotivos levou Preston inconsciente para o hospital. Os médicos ainda tentaram salvar a criança, mas sem sucesso.

A versão do casal seria de que Varley deixou o bebé na banheira durante alguns minutos e que, quando voltou, esta já estaria submerso. No entanto, as evidências médicas apontavam para outra causa: obstrução aguda das vias aéreas superiores por sufocamento ou por um ou mais objetos inseridos na boca do bebé.

A médica que acompanhou a criança revela que Varley fez uma "atuação" de pai enlutado "como nunca tinha visto antes".

Uma longa investigação policial revelou imagens e vídeos perturbadores no telemóvel de Varley, usados como prova para as acusações de abuso físico, psicológico e sexual da criança.

O caso levantou várias questões no Reino Unido, sobretudo relacionadas com as oportunidades das autoridades de ter salvado a criança dos maus tratos, uma vez que aquela não tinha sido a primeira vez que Preston visitava o hospital. O bebé foi levado três vezes ao hospital, uma delas com o braço partido - em todas, voltou para casa com o casal.

A morte de Preston leva agora a uma revisão das práticas de proteção de crianças indiciadas. No caso de Preston, há uma investigação a decorrer relacionada com o envolvimento dos responsáveis por garantir o bem-estar da criança com a família adotiva.