quarta-feira, 13 mai. 2026

Procuradores revelam novos detalhes no caso D4vd: suspeito terá desmembrado jovem com um motosserra e guardado um dedo com tatuagem do seu nome

Além da forma do homicídio, os procuradores revelam pela primeira vez uma hipótese para o motivo do crime.

Os procuradores de Los Angels responsáveis pelo homicídio de Celeste Rivas Hernandez revelaram novos pormenores sobre o crime que tem o cantor D4vd como principal suspeito.

No parecer judicial de quarta-feira, divulgado pela CBS News, é descrita a forma como o cantor D4vd, de 21 anos, terá matado a adolescente de 14, em abril do ano passado: o cantor e compositor terá colocado o corpo da vítima numa piscina insuflável azul "para evitar que o sangue caísse no chão da garagem. Depois disso, naquela mesma divisão, terá removido os membros da vítima com uma motosserra "e talvez outras ferramentas".

Todos os materiais utilizados no crime, incluindo a piscina, duas motosserras, uma pá e um saco para cadáveres, terão sido comprados online, sob um nome fictício. Foi tudo entregue na casa de David Burke, o nome real do cantor, em Hollywood Hills, após o homicídio. O corpo foi encontrado num carro Tesla, registado em nome do cantor, no mesmo bairro na Califórnia. De acordo com as provas apuradas, D4vd foi a última pessoa a conduzir o veículo a 29 de julho de 2025, antes de o deixar abandonado perto da sua casa. Semanas depois, o carro foi rebocado para um parque, onde trabalhadores denunciaram o mau cheiro que dali vinha.

O documento redigido pelos procuradores, e que deverá ser apresentado na acusação formal, explicita ainda que o tronco e a cabeça de Celeste Hernandes foram "gravemente decompostos". Foram encontrados dentro de um saco para cadáveres na bagageira do carro, em cima de um saco de plástico onde estaria o resto do corpo, desmembrado.

Há ainda um outro pormenor: dois dedos da mão esquerda da adolescente não foram recuperados - um deles continha uma tatuagem com o nome do cantor.

Além da forma do homicídio, os procuradores revelam pela primeira vez uma hipótese para o motivo: de acordo com eles, David Burke queria "silenciar a jovem" porque ela teria ficado com ciúmes dele, numa discussão em que ameaçou "destruir a sua carreira musical em ascensão ao tornar públicas informações prejudiciais sobre o relacionamento". Os procuradores suspeitam que entre as "informações prejudiciais" estaria uma relação sexual entre os dois quando a jovem tinha apenas 11 anos. As autoridades recuperaram mensagens que continham as palavras "sexo, gravidez, aborto e pílula do dia seguinte", além de fotos sexualmente explícitas.

Ao que os procuradores explicam, no dia seguinte à discussão, Burke chamou um uber à jovem para se encontrarem e terá esfaqueado a vítima até à morte.

David Burke continua a declarar-se inocente, negando veemente tanto as acusações de homicídio em primeiro grau, como as outras causações que incluem atos sexuais repetidos, atos sexuais lascivos e obscenos com uma menor de 14 anos e mutilação de cadáver.

O caso tem grande notoriedade e gerado revolta pública não só devido à reputação do cantor, mas também por detalhes considerados sinistros, nomeadamente o lançamento da música "Romantic Homicide", onde alegadamente confessa um homicídio.