O mistério em torno do atentado com um envelope-bomba no Mónaco voltou a ganhar novos contornos após a principal suspeita ter sido encontrada morta, com vários tiros, na Ucrânia.
De acordo com a CNN Internacional, que cita o Ministério Público ucraniano, o Anastasiia Berezovska, de 39 anos, foi encontrada com ferimentos de bala na cabeça. Era procurada pela Interpol como a principal suspeita do ataque do dia 29 de junho, que feriu gravemente um dos homens mais ricos da Ucrânia, Vadim Ermolaev, a sua companheira e o filho de 13 anos.
Foram entretanto detidos dois homens indiciados pela morte da ucraniana. Um dos homens, um funcionário da Direcção Principal de Inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia, confessou o assassinato, e informou que o cúmplice era um antigo agente da polícia. São agora acusados de homicídio.
De acordo com as conclusões preliminares da investigação, Berezovska chegou à Ucrânia no dia 1 de julho e apenas falou com a sua família e os dois homens detidos. Ambos terão feito várias transferências bancárias e pagamentos em criptomoedas à mulher, o que os ligava ao seu homicídio.
Realizadas as diligências necessárias, o relatório policial dá conta de que, num mandado de busca domiciliária à casa do ex-agente, foi encontrado um “quarto na cave que se assemelhava a uma câmara de tortura”.
Recorde-se que a tentativa de homicídio ocorreu na noite do dia 29 de junho. Um pacote com um explosivo foi colocado no átrio da entrada de um prédio no Mónaco, onde estava Vadim Ermolaev, um empresário de 58 anos, considerado um dos homens mais ricos da Ucrânia. Inicialmente foi identificado um casal e uma criança de 13 anos como feridos, que, ao que a imprensa local apurou, será Ermolaev, a mulher e o filho.
O rapaz de 13 anos ficou internado no Hospital Infantil Lenval, em Nice, com alguns ferimentos, mas estável. O casal foi levado para o Hospital Universitário de Nice em risco de vida.
Vadim Ermolaev já se encontrava fora de perigo, mas o estado da mulher permanece desconhecido.