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"Acostumamo-nos à violência, resignamo-nos a ela e tornamo-nos indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas, indiferentes às repercussões do ódio e da divisão que os conflitos semeiam", afirmou o Papa Leão XIV este domingo no Vaticano. Esta foi a sua primeira missa do Domingo de Páscoa enquanto líder da Igreja Católica.
O pontífice apelou àqueles que "têm o poder de iniciar guerras" para "escolher a paz", condenando aquilo que considera como "indiferença" perante as milhares de mortes em conflitos em todo o mundo e a persistência "da insjutiça do mal e da crueldade", citando o antecessor Papa Francisco. No entanto, sem nunca enumerar nenhum país ou região, quebrando a tradição dos antecessores.
A denúncia da "violência da guerra que mata e destrói" foi uma constante durante todas as celebrações da Páscoa.
Na tradicional bênção "Urbi et Orbi" (à cidade e ao mundo), Robert Prevost anunciou ainda no dia 11 de abril uma vigília de oração pela paz, na Praça de São Pedro, de acordo com a agência Lusa. países ou regiões.