segunda-feira, 13 abr. 2026

Presidente do Irão pede desculpa por ataques e diz que Teerão não deve voltar a atacar países vizinhos

Masoud Pezeshkian admite bombardeamentos contra países da região, pede desculpa e defende que o Irão não deve voltar a lançar mísseis contra vizinhos. Conflito no Médio Oriente continua a escalar.
Presidente do Irão pede desculpa por ataques e diz que Teerão não deve voltar a atacar países vizinhos

O presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, pediu desculpa este sábado pelos ataques lançados contra países vizinhos do Golfo e afirmou que Teerão não deverá voltar a atingir esses territórios, a menos que seja diretamente atacado.

Numa mensagem divulgada uma semana depois do início do atual conflito regional, o líder iraniano declarou: “Devo pedir desculpa aos países vizinhos que foram atacados pelo Irão, em meu nome”. Acrescentou ainda que “no futuro não devem atacar países vizinhos nem disparar mísseis contra eles, a menos que sejamos atacados por esses países”.

Apesar do tom conciliador, o presidente iraniano manteve uma posição desafiante em relação aos Estados Unidos. Respondendo às exigências de rendição feitas por Donald Trump, afirmou: “Esse é um sonho que devem levar para o túmulo”.

Ataques e tensão no Golfo

As declarações surgem numa altura em que a guerra se tem alargado a vários países da região.

Nas últimas horas foram registados vários incidentes:

  • alertas de ataque e sirenes no Bahrain;

  • drones abatidos perto de uma importante instalação petrolífera na Arábia Saudita;

  • explosões e interrupções temporárias de voos no aeroporto de Dubai.

Em Israel, mísseis disparados a partir do Irão levaram a novos alertas de segurança e à ativação de abrigos em várias cidades.

Liderança iraniana fragilizada

A atual liderança política do país encontra-se debilitada depois de um ataque aéreo, a 28 de fevereiro, ter provocado a morte do líder supremo Ali Khamenei.

Desde então, o país passou a ser dirigido por um conselho de liderança, no qual se inclui o presidente Pezeshkian. Analistas indicam que parte das decisões militares está agora nas mãos da Guarda Revolucionária Islâmica, responsável pelo arsenal de mísseis balísticos iranianos.

Guerra sem fim à vista

Entretanto, os Estados Unidos aprovaram uma nova venda de armamento a Israel, avaliada em cerca de 151 milhões de dólares, enquanto responsáveis norte-americanos admitem novos bombardeamentos nos próximos dias.

Explosões foram registadas nos arredores de Teerão, depois de Israel anunciar uma nova vaga de ataques contra alvos militares e infraestruturas ligadas ao programa nuclear iraniano.

Petróleo e economia sob pressão

A escalada militar está também a preocupar os mercados energéticos. O ministro da Energia do Qatar alertou que a guerra pode “derrubar as economias do mundo” caso as exportações de energia do Golfo sejam interrompidas.

O preço do petróleo já ultrapassou os 90 dólares por barril, o valor mais alto em mais de dois anos.