Relacionados
O primeiro receio era se Portugal era um alvo militar para o Irão: a Base das Lajes como "ajuda" para os Estados Unidos continuarem com o conflito podia ser o maior motivo. No entanto, chegou-se à conclusão que o Irão não tem mísseis com alcance suficiente para chegar a este extremo da Europa.
Agora a ameaça é outra: os ataques informáticos.
De acordo com informação avançada pelo jornal Expresso, Portugal é um alvo óbvio: é um país da NATO e dá apoio à guerra com a Base das Lajes. Mas não será o primeiro alvo a abater pelo Irão.
Após o início do conflito, a 28 de fevereiro, não foram registados quaisquer ataques ou tentativas de ataques contra Portugal. Aliás, especialistas dizem que ataques anteriores, com origem não só no Ião, mas também na Rússia, China e Paquistão, basearam-se numa facilidade em aceder aos sistemas portugueses por "falhas em determinador setor", nomeadamente banca, retalho e hospitais. Mas Portugal nunca foi um alvo específico ou prioritário (e continuará assim).
Um relatório preliminar da VisionWare, uma das principais empresas portuguesas de cibersegurança, a que o Expresso teve acesso, conclui que desde o início da operação "Fùria Épica", houve "149 reivindicações" de ataques de Negação de Serviço Distribuído (DDoS): ataque que sobrecarrega um servidor ou rede com muito tráfego malicioso, tornando o serviço indisponível para utilizadores legítimos. Os alvos foram 10 organizações em 16 países. "Mais de 50% dos alvos foram entidades governamentais", aponta o relatório.
Portugal pode ficar descansado, mas em alerta, já que o mais provável é ser atingido indiretamente. O relatório destaca as "cadeias de confiança com fornecedores dos EUA, de Israel e do Golfo" e a "exposição de operadores de energia, telecomunicações, portos, aeroportos e cloud" como um fator para o maior valor estratégico português.
Especialistas alertam que novos ataques vindos do Médio Oriente irão intensificar-se brevemente: e que isso ainda só não aconteceu porque os ataques norte-americanos e israelitas cortaram a eletricidade e internet no país.
Recorde-se que esta quarta-feira, o SIS emitiu um alerta público para um "ataque à escala global", onde piratas informáticos alegadamente russos tentaram aceder às contas de diplomatas e responsáveis oficiais nas plataformas Whatsapp e Signal, com o objetivo de aceder a infromações confidenciais ou até de lançar campanhas de phishing.