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Muitos nomes de países nasceram de descrições geográficas simples, outros de homenagens a reis ou de lendas sobre riquezas que nunca existiram. A Argentina é talvez o exemplo mais curioso: o nome tem origem no latim "argentum", que significa prata, motivado pelas expectativas de riqueza mineral que atraíam os primeiros exploradores europeus à região. O país, no entanto, nunca chegou a ter grandes reservas do metal que lhe deu o nome.
Outros casos resultam de homenagens políticas. As Filipinas foram batizadas em honra do rei Filipe II de Espanha pelos exploradores espanhóis do século XVI, enquanto a Nova Zelândia recebeu o nome da província holandesa da Zelândia, apesar de os dois territórios não terem qualquer semelhança geográfica entre si.
Há ainda nomes que descrevem diretamente aquilo que os primeiros visitantes encontraram. Os Camarões devem o nome aos crustáceos avistados em grande quantidade por navegadores portugueses num rio local, tal como o Chade recebeu o nome do enorme lago que partilha com os países vizinhos. Já a Islândia, apesar do nome sugerir um território coberto de gelo, foi assim batizada pelos primeiros colonizadores nórdicos que ali chegaram.
Esta lista percorre dez exemplos que mostram como a toponímia revela pedaços de história, colonização e cultura, muitas vezes esquecidos por quem hoje visita estes destinos.