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O ministro dinamarquês da Energia e Clima, Lars Aagaard, apelou aos cidadãos da Dinamarca que evitem fazer viagens de carro para "não desperdiçar combustível".
“O que os dinamarqueses devem fazer, por favor, por favor, por favor, é que se houver qualquer tipo de dispêndio de energia que não é essencial, se não for estritamente essencial conduzir o carro, por exemplo, então não o façam“, afirmou, numa entrevista à DR, uma emissora dinamarquesa, citada pela CNBC.
O apelo vem na sequência da escassez de petróleo causada pelo novo conflito no Médio Oriente que está a provocar "preços do petróleo elevadíssimos".
O responsável dinamarquês vê esta estratégia como uma poupança valiosa nesta altura, não só para a população, mas também para "esticar ao máximo as nossas reservas, para que elas durem mais tempo”, acrescentou.
Outros países seguem a mesma tendência
A Dinamarca não é o único país a tentar adotar estratégias. O Vietname e as Filipinas já anunciaram medidas, como a recomendação de teletrabalho ou até mesmo a semana de trabalho de quatro dias, com o objetivo de diminuir a necessidade da sua população de se deslocar, ajudando à poupança dos combustíveis.
E em Portugal?
Em Portugal, o Governo de Luís Montenegro anunciou a redução temporária e extraordinária de 3,55 cêntimos das taxas do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) sobre o gasóleo para mitigar o impacto da subida dos preços dos combustíveis. Esta medida permitiu que o gasóleo aumentasse menos de 20 cêntimos por litro, quando a previsão era cerca de 24 cêntimos.
Mais tarde, a medida foi estendida à gasolina: quando esta sofrer um aumento acumulado superior a 10 cêntimos por litro, o imposto será também reajustado para aliviar a subida de preços.
Além disso, na última quarta-feira, o Executivo anunciou que Portugal deverá disponibilizar cerca de 10% das reservas energéticas de petróleo com vista a aumentar a oferta de crude no mercado e conter, assim, a subida do preço dos combustíveis. A medida foi adotada na sequência de reuniões com países aliados sobre o mais recente conflito que tem causado grande pressão energética.
Um dos principais motivos para esta escalada de preços é o bloqueio do Estreito de Ormuz, controlado pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão: é a maior rota marítima do mundo e por onde passam cerca de 20% do consumo mundial de petróleo.