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A Polónia anunciou esta segunda-feira a criação de uma unidade de reserva militar de voluntários de alta prontidão, que permitirá mobilizar até 500.000 efetivos em caso de conflito, no âmbito do reforço da capacidade defensiva do país.
Em conferência de imprensa em Varsóvia, o ministro da Defesa, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, explicou que os voluntários serão remunerados pelos dias de treino e financeiramente compensados por permanecerem em estado permanente de prontidão, preparados para um destacamento rápido.
Os reservistas terão formação contínua, com um mínimo de oito dias de treino por ano, e acesso a cursos especializados em cibersegurança, medicina e comunicações.
Está igualmente prevista a criação de escolas de cadetes, destinadas a civis sem experiência militar prévia, que poderão alcançar a patente de segundo-tenente da reserva através de um percurso formativo com a duração de três anos.
Segundo o ministro, os civis que optarem por integrar esta unidade poderão escolher as datas de treino e a unidade militar onde desejam servir, sendo que as respetivas entidades empregadoras serão compensadas pelo Estado.
A iniciativa insere-se no programa “Em Alerta”, que inclui também formação militar básica para civis entre os 18 e os 60 anos, em áreas como primeiros socorros, sobrevivência, tiro e defesa pessoal.
De acordo com Kosiniak-Kamysz, 18.000 pessoas inscreveram-se no programa no ano passado, das quais 16.000 concluíram a formação com sucesso.
Em agosto, o Presidente polaco, Karol Nawrocki, considerou “urgente para a segurança do país” atingir o objetivo de meio milhão de soldados e aumentar a despesa em Defesa para 5% do Produto Interno Bruto (PIB), com o objetivo de “tornar a Polónia a maior potência da NATO na Europa”.
No horizonte estratégico, Varsóvia pretende profissionalizar 200.000 reservistas até 2039, recrutados tanto entre civis com formação pontual como entre aqueles integrados em sistemas de treino cíclico, incluindo a nova unidade de reservistas de elevada disponibilidade.