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Eram 8h35 em Espanha (7h35 em Portugal) da passada terça-feira, quando os agentes da Polícia Nacional espanhola entraram no gabinete de José Luís Zapatero, antigo primeiro-ministro espanhol.
Após cinco horas a analisar o gabinete e a resvistar cinco salas privativas, três salas vazias, duas casas de banho, uma copa e uma sala de reuniões, os agentes da Unidade de Crimes Económicos e Fiscais (UDEF) encontraram um cofre. Sabe-se agora, revelado pela imprensa espanhola, que no interior havia 41 brincos, 11 pulseiras, 15 colares, 8 anéis, 8 relógios, dois discos rígidos e 20 outros artigos de luxo, num total de 103 peças. Soma-se cerca de 30 a 50 mil euros.
De acordo com o jornal El País, que cita as secretárias de Zapatero, Gertrudis Alcázar e Judith Well Sutton, as jóias eram provenientes de uma "herança de Dona Sonsoles [mulher de Zapatero] e presentes de viagem".
O mesmo jornal partilhou nas suas redes sociais imagens das jóias, já colocadas em sacos de plástico identificados. Fontes próximas explicam à imprensa que o casal não tem um cofre em casa, pelo que aquele seria onde guardavam todos os seus bens.
No mesmo dia, foram ainda realizadas buscas num outro escritório do prédio, mas nada foi encontrado pelas autoridades. No escritório usado pelas duas secretárias, que estavam presentes no momento das buscas, as autoridades apreenderam 17 agendas, 18 pastas com documentos, dois documentos soltos e pelo menos duas pens, um disco rígido e um telemóvel.
A nível informático, foram copiados todos os e-mails dos computadores de ambas.
Recorde-se que o antigo primeiro-ministro espanhol foi constituído arguido no caso Plus Ultra, relacionado com um resgate à companhia aérea Plus Ultra no valor de 53 milhões de euros, cedido pelo governo de Pedro Sánchez durante a pandemia.
José Luis Rodríguez Zapatero, de 65 anos, está indiciado por crimes como organização criminosa, tráfico de influências falsificação de documentos e branqueamento de capitais. Será ouvido no próximo dia 2 de junho.