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Parece um plano de filme, mas aconteceu mesmo - e com Donald Trump.
Foi necessário mais do que um avião para despistar o perigo de uma tentativa de assassinato ao presidente dos Estados Unidos da América, após a presença em Ancara, na Turquia, para a cimeira da NATO em julho.
De acordo com o agora revelado pelo Washington Post, o presidente norte-americano terá chegado à Turquia no novo avião presidencial, oferecido pelo Qatar. No entanto, o voo de regresso ia ser realizado no antigo Air Force One por uma questão de “nostalgia”, segundo o que o presidente tinha publicado na sua rede social Truth Social.
Mas nem no antigo nem no novo. Depois do embarque perante as câmaras, Donald Trump foi “secretamente transferido” para um avião militar mais pequeno da Força Aérea dos EUA: a transferência foi feita dentro de um camião de catering.
Ao que tudo indica, a operação terá sido necessária devido a uma ameaça “considerada credível” contra Donald Trump. A informação foi confirmada por um responsável norte-americano envolvido na operação.
Ninguém sabia da operação
Após o suposto embarque do presidente no antigo Air Force One, jornalistas e alguns funcionários da Casa Branca embarcaram no mesmo voo, acreditando que Trump estaria a bordo.
Já dentro da aeronave, os jornalistas foram instruídos a manter as persianas das janelas da zona de imprensa totalmente fechadas até ordem em contrário.
O avião aterrou na base aérea de Mildenhall, no Reino Unido, funcionando como um isco para os responsáveis da ameaça.
Mais tarde, quando questionado sobre o porquê de terem ordenado as persianas fechadas, Donald Trump respondeu que os jornalistas estariam a viajar num “voo perigoso”. “Mas se eu for, vocês vão. Certo?”, acrescentou.
Como foi feito o desembarque?
Donald Trump chegou ao Reino Unido no seu voo secreto às 22h20 do dia 8 de julho. Nove minutos depois, aterrava o Air Force One, de onde, às 22h56, saiu o presidente - ainda não é certo como foi feita a transferência na aterragem.